Viver a leveza de não esconder sentimentos


Os meus sentimentos sempre foram muito intensos, mas guardados a sete chaves dentro de mim. Por fora, eu era dura feito uma pedra, sempre firme e sempre “bem”. Por dentro, gelatinas e pudins, instabilidade pura cheia de segredos. Os meus sentimentos eram tão escondidos, que quase sempre era segredo até pra mim, e quando eles resolviam aparecer eu mesma me perguntava: “Ué, de onde veio isso tudo?! O que tá acontecendo?!” e nunca tinha uma resposta exata.

Se abrir é difícil, seja qual for o tipo de abertura. Se abrir pro outro, pro novo, pra vida. Eu preferi, por 20 anos, me esconder até de mim mesma.

Mas com tanta “bordoada” da vida, na minha segunda década eu aprendi que valia a pena superar a dificuldade e falar (e/ou escrever) sobre os meus sentimentos. Hoje, escrevo/falo/penso sobre tudo e principalmente sobre mim. Hoje, eu vivo, sem meu peso de pedra, sem ser tão dura (comigo ou com os outros).

Hoje eu aprendi a viver a leveza de não esconder sentimentos. Vale chorar, vale sorrir, vale gritar, vale se abrir, vale tudo pra não deixar o sentimento matar a gente por dentro.

Se permitir sentir é fundamental para se permitir viver. Sorria com a sua intensidade, ame com a sua intensidade, sofra com a sua intensidade, dance com a sua intensidade… Seja lá o que for fazer, SINTA!

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