Ás vezes fico pensando no quanto nosso comportamento é afetado pelo estilo de vida de uma cidade grande. Tudo hoje em dia é passageiro, fácil e cômodo. Criar uma conta em alguma rede social demora cerca de 1 minuto. Para excluí-la, alguns segundos. Afim de jogar um joguinho da moda? Basta baixá-lo e -dependendo da velocidade da sua internet- rapidinho já está ali na sua tela. Cansou dele ou algum outro jogo foi criado? Em menos de 60 segundos seu problema já está resolvido. Fazer uma pesquisa não precisa mais de horas olhando o índice da Barsa ou indo à biblioteca local. Basta entrar no site do Dr. Google e digitar a palavra-chave. Tais facilidades vieram para o nosso bem (ou não), mas o quanto isso afeta nossos relacionamentos? Pense na quantidade de ex-namorados (as) que uma pessoa dos anos 2000 já teve. Diversas vezes comparo mentalmente as relações da época de meus avós com as de hoje em dia (O intuito aqui não é julgar, é apenas comparativo!). A grande maioria está feliz e bem casada até hoje. Atualmente, é muito fácil se casar. O difícil é manter o casamento. Se tiver curiosidade, vá até o cartório ou procure em algum site de busca a quantidade de divórcios que temos hoje. As relações têm valor de descarte e não estou falando mais de relacionamentos amorosos. Que fique bem claro que não estou sendo contra ou a favor de divórcios, só estou usando como exemplo de facilidade em “excluir” uma relação não mais produtiva. As amizades não fogem desse esquema. Quantas pessoas você já considerou amigas na sua vida inteira e dessas, quantas continuam até hoje? Aquele colega do curso de inglês, aquela amiga da época da escola, o grupinho da faculdade… a impressão que tenho é: cansou deles? Descarta. Encontrou na rua? Passa reto e finge que não viu. Como sobreviver a isso? Pessoas não são jogos de celular que podem ser excluídos e esquecidos facilmente. Relações devem ser construídas e mantidas. Claro, sempre tem aqueeeela pessoa que “o santo não bate”. Mas é importante tentar entender o motivo disso e averiguar se é algo seu ou realmente algo da pessoa e se vale mesmo a pena refletir para não generalizar tal comportamento de fugir dos outros para os demais ambientes.