Sorte no jogo, azar no amor

Parte III

Eu queria estar sozinha,queria precisar estar sozinha. A Noite é muito fria para eu ficar escrevendo escutando Bruno Mars — mas isso não é o suficiente, escrever não é mais o suficiente, eu tenho tanta coisa pra falar sobre o meu azar. Quem acompanha essa trilogia sabe que o azar é algo tão antigo, mas ao mesmo tempo, tão atual, e há quem percebe também que estou aceitando e tentando aprender com isso.

Na verdade aprender não seria a palavra certa, talvez me conformar. Tento me utilizar de toda a angustia e histórias com finais tristes para me encher de frases como : “ As coisas vão dar certo quando forem dar” ou “Se tiver pressa, não funciona” . Mas ao mesmo tempo sou teimosa, e não consigo engolir a ideia de que as coisas não podem dar certo por que não está no tempo certo. Mas será que é o tempo dele? — me pergunto e tento me convencer de que é melhor assim.

Melhor esperar pacientemente — paciência é algo que tenho até demais — e deveria ter a mesma paciência que tenho com os outros, com o meu tempo — eu até tento escrever ( em textos que não publico por nunca achar eles bom o suficiente para expor) e então eu tento respirar, respirar, e respirar.

O tempo é muito relativo — começo uma linha de pensamento tentando encaixar essa frase a algum acontecimento da vida — Uma criança pode ler aos 3 anos, se for o tempo que ela demorar pra aprender a formar uma silaba e por fim interpretar aquele conjunto de letrar , enquanto uma outra criança possa ler só aos 5 anos, e no final todas leem, e elas são crianças, não se preocupam com isso.

Ás vezes acho que ser criança é a melhor liberdade que tem, todas as paranoias que a gente tem , a gente só tem porque cresceu.

Mas é isso mesmo, nós temos o tempo e não adianta, se não for não vai. E o meu azar no amor talvez seja por que eu não sei esperar as coisas acontecerem — mas eu me justifico o porque das coisas — eu sou intensa, eu quero pra agora, eu quero hoje, melhor ainda se for pra ontem — eu sinto e quero, eu sinto e agarro, é sentindo e vomitando , é respirando e correndo, sei andar não, quer dizer, andar só se for rápido .

Minha avó uma vez me disse que eu precisava respirar , e o maior Karma pra minha vida era saber lidar com a minha intensidade. Existe vários momentos que eu tenho um equilíbrio, consegui controlar a raiva, a ansiedade, o medo, agora meus amigos, meus sentimentos, ah, e quando vem assim, como chuva em maceió, não tem quem segure Beatriz não.

As pessoas me dizem que eu preciso viver a vida no modo light, sem me envolver , sem ser, com pouca energia. Claro que é difícil engolir isso, porque desde que eu me conheço por gente que eu vivo assim, mas acabei percebendo por mal (muito mal) que é uma questão de sobrevivência. E não, eu não estou tentando fazer isso severamente, por que não sei por onde começar, engolir esse modo de viver me desce rasgando a guela.

Ou Beatriz espera, engole, aprende. Ou Beatriz vai morrer escrevendo textos com o titulo “ Azar no amor” .

Se rolar continuação, é parte IV viu?

Beijinhos da Escorpiana B.e.a.t.r.i.z .