uma noite no museu

tanto
demais
excesso
laranja amarela vermelha
as labaredas
as linguetas de fogo
dançavam
monstruosas
um rito fúnebre
— Ele tava doente há muito tempo, senhor. Sei que é um susto porque sempre é, mas de repente não pode-se dizer que foi. — disse o doutor.
bip. bip. biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip. . . . . . . . .
a correria
vultos
fuligem
arte não tem pé
fudeu. real oficial.
cultura não tem pé!
corre, maluco!
leva a luzia nas costas!
a preguiça gigante debaixo do braço!
carrega a múmia como bebê de colo!
lágrimas não apagam fogo
lágrimas não,
apaguem o fogo
por favor!
economizo água
pra abusarem dela em momentos desse tipo
eu fecho a torneira enquanto escovo os dentes!
meus banhos não ultrapassam 10 minutos!
prometo! juro!
molha o museu, moço!
chove!
fui dormir contrariada
tava sentindo meu próprio corpo queimar
(sá comé né? sô sensível)
e tive um sonho tão lindo…
politicagem
era churrasco.
