uma noite no museu

museu nacional

tanto

demais

excesso

laranja amarela vermelha

as labaredas

as linguetas de fogo

dançavam

monstruosas

um rito fúnebre

— Ele tava doente há muito tempo, senhor. Sei que é um susto porque sempre é, mas de repente não pode-se dizer que foi. — disse o doutor.

bip. bip. biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip. . . . . . . . .

a correria

vultos

fuligem

arte não tem pé

fudeu. real oficial.

cultura não tem pé!

corre, maluco!

leva a luzia nas costas!

a preguiça gigante debaixo do braço!

carrega a múmia como bebê de colo!

lágrimas não apagam fogo

lágrimas não,

apaguem o fogo

por favor!

economizo água

pra abusarem dela em momentos desse tipo

eu fecho a torneira enquanto escovo os dentes!

meus banhos não ultrapassam 10 minutos!
prometo! juro!

molha o museu, moço!

chove!

fui dormir contrariada

tava sentindo meu próprio corpo queimar

(sá comé né? sô sensível)

e tive um sonho tão lindo…

politicagem

era churrasco.

    Beatriz C. Schreiner

    Written by

    encanadores não tem nada a ver com cana / plumbers have nothing to do with plums

    Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
    Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
    Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade