a VERDADEIRA arte de dar conselhos

Esta situação já aconteceu contigo (ou se não, vai): Rolou algo, você seleciona alguém para contar o ocorrido e o seu sentimento sobre. Seu amigo ouve e mesmo sem pedir, lá vai ele te dar um conselho carregado de julgamentos e apontações de dedo. Ao invés de aliviar, só piora o estado de espírito e se arrepende de ter feito o que fez, mesmo que isso tenha sido algo que na hora era necessário. Claro, às vezes é você o outro lado que não entende o que seu companheiro precisa, interpreta a história como “se fosse você, o que faria?” e dá este tipo de ajuda desnecessária.

Mesmo que a dificuldade venha do outro, temos a tendência de fazer com sejamos a atenção total do problema. Quando damos conselho não é sobre o que o outro poderia fazer, mas sim como somos incríveis de ter vencido na vida e como o outro é fraco por estar passando pelo o que está agora. Isso se não rolar um “claro, tu é deste jeito, nunca vai conseguir” que nada ajuda, só piora a situação da pessoa que já está frágil internamente.

Algo que aprendi na sororidade (empatia feminina) é saber ouvir o outro, mas de verdade. Prestar atenção na história e mais que isso entender o lugar da pessoa na situação. Um exemplo: Uma amiga corre para dizer que fez algo de errado e está se sentindo culpada. Em nada vai adiantar pontuar isso toda hora porque a culpa já se tem, ela precisa de outra coisa. Se ela fez o que fez algum motivo tem, certo? Que tal respeitar isso? Que tal compreender a situação que a moça está passando ao invés de apontar direto todos os dedos e encher a boca de ar para dizer que nunca faria isso?

É difícil, é. Se colocar no lugar do outro é saber que a atitude dele será diferente apenas porque ele é diferente de você. Às vezes, ou melhor, na maioria das vezes, a pessoa que desabafa só quer um abraço. E um abraço não significa que se deve concordar totalmente com a atitude ou algo parecido. Eu sei, dá vontade de começar a explicar que não é assim, que pode ser feito de outro jeito, que a pessoa precisa mudar… Mas quando falo sobre abraço eu quero dizer que é mostrar que você está ali. E isso já basta.