Escrava dos Likes

Eu tenho uma política interna minha sobre likes de Facebook: Se uma foto ou post em uma hora não tiver mais que 10 likes eu tiro do ar. Não, eu não posto nada apenas porque gostei, tanto que se um amigo me stalkear vai ver que não compartilho gatinhos para adoção nem textões. Apenas coisas autorais minhas, MINHAS fotos de MEUS selfies, MINHAS opiniões e MINHAS reclamações.

Já tive post com quase 200 likes e para uma moça de quase 400 amigos, uou, é uma vitória. Quase a metade dos meu amigos, juntando aqueles inativos e que nunca entram no face, gostaram de algo meu. Normalmente eu tenho mais de 50 likes em coisas minhas o que é mais que uma vitória porque NOSSA que incrível, 50 pessoas perderam valiosos segundos para curtir algo meu. Faz-me sentir acolhida de alguma maneira.

E quando compartilho um texto meu da revista Capitolina, eu fico mais feliz ainda porque SIM, VOCÊ SE DEU O TRABALHO DE ENTRAR NA PÁGINA E VER O QUE ESCREVI. Isso acontece quando entro nesta página, médium, e escrevo e posto e alguém curte ou vem falar comigo dizendo que leu o texto e gostou dele. Orgulho, um sentimento incrível.

Mas a vida não é só virtual, não é mesmo, gente? Likes, para mim, são uma temperatura de popularidade. Quanto mais popular você é, mais likes em qualquer foto aleatória terá. Quanto mais pessoas te seguem, a possibilidade de mais pessoas te curtiu é maior. Há pessoas que não se importam tanto assim com likes, mas sim em repassar opiniões e situações que de alguma maneira podem ajudar alguém. Mas ainda assim, isso é egocêntrico. “Eu sou tão bom, olha aqui a bondade que estou fazendo”.

A vida é mais que esta rede social, mas também não é menos . Somos todos escravos de likes. Queremos ser reconhecidos, queremos que as pessoas nos amem, que nos achem bonitos, que nos digam “nossa, que incrível” em algum post sobre qualquer coisa que façamos. Nossa geração…. Quer dizer, qualquer geração só quer isso, um “você foi bem hoje”.