Domingo

Cibele Bastos
Jul 10, 2017 · 2 min read

A pessoa está cheia de coisas na cabeça, pronta para depositar tudo nesse rascunho e, simplesmente, se vê paralisada olhando para a tela do computador como se este fosse um bicho prestes a me devorar. Parece que nada do que for escrito aqui aliviará o incômodo ou inquietude dos meus pensamentos. “Ué, mas escrever serve para isso mesmo, esvaziar, transbordar o que incomoda”, diriam alguns. Escrever também é um pouco de impotência diante da incapacidade de transcrever o que passa em nossas mentes.

Caminho pelo quarto a fim de fazer circular as ideias e me olho no espelho, as olheiras do dia sinalizam o óbvio, dormi pouco e mal e, para piorar, a salvadora da pátria de um típico fã de corridas como eu foi a pior possível: corrida parada e chata — só não dormi mais que o Max Verstappen na largada.

Daí, vamos ver se tem algo de bom na internet (quanto risco, hein?) e, enquanto escrevo esse nada para chegar a lugar nenhum, descubro uma versão de Ed Sheeran para Baby One More Time — praticamente o hino da minha pré-adolescência, que me transporta para aquele período tão simples da vida, no qual minha preocupação se revezava entre dar o melhor de mim nos treinos de basquete e receber a estrelinha no boletim (hoje ela intercala entre pagar boletos e tentar me livrar dos tais pensamentos).

Tento escrever umas linhas mas não consigo nem formar um parágrafo de vergonha. Simplesmente o tal dom que as pessoas dizem que tenho sumiu, assim como todo mundo no qual eu gostaria de dividir o dia. Porém, como sou uma pessoa legal, pouparei os parcos leitores de tamanha baboseira e termino por aqui o que nem deveria ter começado (Penso que seja melhor mergulhar nos clássicos de minha bolha russa para ver como se faz um verdadeiro texto ou simplesmente ver um daqueles filmes que me apaixono pela história e nego olha torto me perguntando o que diabos ando usando).

No final, como um ser otimista que sou, acho que um dia sai o texto que tanto escrevo mentalmente e, se não sair, paciência. Nem sempre as coisas são como queremos mesmo, né?

Cibele Bastos

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Tirando o pó da Máquina :)

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