os olhos são as janelas da alma. o corpo são as paredes. os sorrisos, o jardim, a fachada, o ‘’seja bem-vindo’’ e o ‘’volte sempre’’, mas as mãos..ah, as mãos são a minha parte favorita. não consigo sequer imaginar que comparação fazer com uma casa, afinal uma casa não possui membros e nem funções tão nobres.

as mãos são pra mim, a parte mais bonita em alguém. não esteticamente, porque ao redor do mundo existem um universo de mãos, de cores, tamanhos e formatos diferentes. com dedos a mais ou a menos, mais longos ou mais curtos mas mãos que tocam e sentem a temperatura, trazem pra boca e acariciam. mãos com digitais que te dão a certeza de que poxa, tu é único no mundo, mãos com anéis e unhas pintadas, que suam, escrevem e dão prazer, atrizes protagonistas facilmente vilãs, facilmente provocam, sufocam e dão conforto, mais uma vez prazer.

nunca prestei tanta atenção nas mãos das multidões antes das mãos do meu amor e pelos dele sou apaixonada, pés olhos sorriso mãos. mãos da cor de seu bronze sem esforço, com unhas perfeitas, limpas e bem encaixadas. uma mão mais gordinha, que ele não me escute mas de criança, fecho as minhas janelas e lembro delas e dele, do que ele faz com elas.

as mãos dele me leem como se eu fosse braile, nas minhas devem sentir a vibração de felicidade ‘’a gente tá caminhando junto na rua’’ eu seguro e quero balançar, beijar as mãos o rosto a boca, balançar a mão e fazer carinho um mimo, dengo maluco que é beliscar de levinho. ah, o que ele faz com as mãos, me arrepia e me rouba o foco, mesmo pra lá de 90 dias depois e noventa vezes vinte e quatro horas depois eu ainda viajo no quanto se aventuraram as tuas mãos por todos os cantos facilitando que a gente ficasse mais perto, passando a minha camisa pela cabeça desabotoando o meu jeans dedilhando cada beco certo em mim. as mãos do meu amor conhecem cada interruptor do meu corpo e acendem, na maior potência me acendem.

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