Sobre Cícero, relacionamentos e o verdadeiro significado de amar.

Ouvindo as palavras de Cícero na música “Pelo Interfone”, eu cheguei a acreditar no que ele contava a doce Dindi sobre o amor. Mas hoje eu questiono essa visão errônea de que o amor tem que doer. Perceba que eu falo do amor romântico, aquele onde casais apaixonados juram “eu te amo” nas mais variadas situações. Temo até mesmo que essa expressão esteja perdendo o seu valor, de tanto que a vejo sendo usada sem o sentimento necessário para validá-la.

Sabe, quando se é adolescente e tudo parece um turbilhão de emoções, julgamos o amor como um relacionamento mágico e perfeito. Aquela crença de que se eu achar alguém que eu ame e essa pessoa me amar de volta, eu venci na vida. Não terei mais nenhum problema: vou casar, ter dois filhos e um cachorro.

Mas o amor não é isso. Amor não é a perfeição, a ausência de problemas, sua alma gêmea ou a metade da laranja feita exatamente para você. As pessoas erram, elas são repletas de defeitos e manias que provavelmente não vão te agradar de imediato. E aprender a compreender, respeitar e até gostar de cada um desses defeitos é o primeiro passo para descobrir, verdadeiramente, o que é amar. E essa compreensão não deve ser dolorosa, ela é libertadora.

Palavras importantes como respeito, perdão, empatia, carinho, cuidado, dedicação e doação são, para mim, hashtags chaves para um bom relacionamento. Você aprende que a pessoa que está ao seu lado também vai errar, vai ter momentos difíceis e você deve estar ao lado dela para ajudá-la. Também deve apoiá-la nas decisões importantes e torcer para que seus sonhos se tornem realidade.

E sabe qual é o melhor sobre o amor? A pessoa deve fazer o mesmo por você. Amar é, mais que tudo, um relacionamento mútuo. Estar conectado, saber do que a pessoa ao seu lado precisa e do que você tem a oferecer para ela. É se preocupar, se importar e aproveitar cada segundo ao lado daquela pessoa — seja em um jantar romântico em Paris ou fazendo uma jantinha improvisada no fim do dia de trabalho. Amar é tornar-se parte de alguém.