Está difícil. Não era pra estar, era pra ser nada demais, um cara qualquer que chega num dia qualquer, dá um beijo qualquer e vai embora. Era pra ser simples, fácil. Mas agora estou gostando de você. Sou assim, me apaixono fácil, me deixo levar pelo mínimo de romance. Gosto de beijar devagar, do olho no olho, de carinho no rosto, de abraço apertado e cheirinho. Gosto assim. Foi assim que você se mostrou pra mim e eu gostei. Sem muita explicação. A gente tinha tudo, tudo! Ou ainda tem? Você está com medo e se afastando. Gostar de mim te assusta, eu sei que sua última ferida ainda nem fechou (embora você nunca admita isso), mas por que ter medo de algo tão bom que quase nunca acontece na vida? Aconteceu aqui, entre a gente, e você tá fugindo. Isso não se faz. Eu sou uma ridícula por ficar, mas você é pior ainda por fugir. Ou somos os dois ridículos na mesma proporção?

É segunda à noite, estou usando sua camiseta (você prometeu que não ia me deixar sem seu cheiro e ele já acabou), e você sumiu. E, que merda, lá no fundo, eu ainda gostaria que você me enviasse uma mensagem, nem que fosse pra falarmos besteiras até bem tarde, ou me enviasse um áudio cantando aquela música que eu adoro. Se você me chamasse para sair agora, eu desapareceria com meu sono e colocaria uma roupa bem linda só pra te ver. Me maquiaria, passaria perfume só pra você. Faria tudo só pra te beijar e ter de novo aquela sensação de queda livre. O seu beijo é um voo, sabia? Seu olhar, o mergulho. Seu abraço é o porto seguro. E você, minha casa. Quase odeio admitir, mas mais que gosto de você.

Ridículo.