Vamos juntos?

Uma proposta indecente

Eu sou aquela que vai ser sua namorada, amiga, amante, companheira e parceira o tempo todo. Aquela que vai vibrar com sua mensagem de bom dia e sonhar depois do seu beijo de boa noite. Aquela que vai querer saber como foi o trabalho, se tá melhor da gripe, se te pagaram aquele dinheiro, se você dormiu bem. Aquela que vai ser idiota pra te ver sorrir. Aquela que vai te abraçar bem forte nos dias difíceis, que vai ter uma palavra de carinho pra te consolar ou saber a hora de não falar nada e te deixar quieto. Aquela que vai precisar de alguns dias sozinha para ficar quieta também.

Sou aquela que vai querer te ver na segunda à noite, no sábado de manhã ou na terça de madrugada. Aquela que vai topar ver filme debaixo das cobertas ou se acabar de dançar numa festa. Ou viajar de repente, pra qualquer lugar. Aquela que vai brindar a vida e a oportunidade de estar com você a cada momento.

Sou aquela que vai te encher de beijos e cheirinhos e apertos e amassos e carinhos. Aquela que vai inventar uns apelidos muito bestas pra você. Aquela que vai querer ficar deitada batendo papo até de manhã fazendo cafuné no seu cabelo. Aquela que vai tirar sua roupa só com o olhar, sou aquela que vai fazer sexo gostoso e te satisfazer inteiro. Aquela que vai se satisfazer com você. Sou aquela que vai andar pelada na sua frente sem o menor pudor, e que vai dar risada quando alguém soltar pum. Do tipo sem frescura.

Sou aquela que vai te escrever uma carta sem estarmos em nenhuma data comemorativa, só pra dizer que te amo e que você importa. Aquela que vai se inspirar em você pra escrever poesias e textos apaixonados. Aquela que vai juntar seus amigos pra uma festa surpresa no seu aniversário. (Droga! Contei!) Aquela que não poderá ver um vidro embaçado sem escrever nele seu nome do lado de um coração. Aquela que vai ficar na cozinha desde de manhã preparando um jantar especial e vai acabar pedindo um hambúrguer pelo IFood.

Sou aquela que vai ter TPM uma vez ao mês, que vai ter cólica, que vai reclamar do absorvente e do fluxo da menstruação. Aquela que vai pedir colinho, que vai chorar sem muito motivo aparente, aquela que vai sentir saudade de casa, dos pais, dos tempos de colégio e das velhas amigas. Ou do esmalte azul escuro tão lindo que passei na semana anterior e descascou.

Sou aquela que vai passar meia hora escolhendo uma roupa para quase sempre escolher a mesma calça jeans, camiseta e tênis, já que é mais confortável. Aquela que vai reclamar das banhas e do cabelo, mas vai se achar linda quando você elogiar. Sou aquela que sempre vai te elogiar. Sempre, sempre vai te elogiar. Te fazer se sentir grande, poderoso, lindo, capaz, fodão. E ai de quem quiser te fazer sentir o contrário. Sou aquela que vai te admirar enquanto você for admirável.

Sou aquela que vai aprender com você. Sou aquela que vai te ensinar algumas coisas, aquela que vai falar da vida, das pessoas, do amor, de tudo. Sou aquela com quem você vai trocar e compartilhar pensamentos, sentimentos e histórias. Sou aquela que você não vai precisar falar, aquela que vai te entender no olhar. Aquela que vai te ouvir quando você precisar falar.

Sou aquela que vai tomar banho ouvindo música indie, música folk, música latina, mas vai ouvir com carinho todas as músicas brasileiras que você quiser mostrar. E vai até tentar gostar. Sou aquela que vai fazer cafuné na sua nuca enquanto você dirige, que vai fazer carinho na sua mão durante a peça, que vai roçar o pé no seu quando estivermos deitados, que vai passar a mão na tua barba, que vai te olhar dormindo. Que vai deitar no seu peito antes de dormir. Sou aquela que vai querer dançar agarradinho no meio do shopping. Que vai fazer careta. Que vai cantar. Que vai sorrir com os olhos toda vez que te olhar.

Sou aquela que vai te colocar nos meus planos. Te colocar por inteiro na minha vida, sou aquela que vai te apresentar pra todo mundo, que vai te levar pra todo canto. Sou aquela que vai com você pra todo canto.

Serei esta, desde que seja com você.

E aí? Segura na minha mão e se joga?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.