Constituição Federativa do Pau de Selfie

Art. 1º — Qualquer cidadão brasileiro tem direito a ter e usar um pau de selfie desde que devidamente pago por seus próprios recursos financeiros ou ganhado de forma lícita.

Art. 2º — Estão assegurados aos proprietários de pau de selfie a preservação do uso sem julgamentos em:

I — rua;
II — festas;
III — piscina;
IV — evento nerd;
V — encontro de família.

Parágrafo único: o proprietário do pau de selfie pode utilizar o mesmo sozinho ou acompanhado. Sendo ilimitado o número de co-fotografados a cada selfie tirada.

Art. 3º — O incomodado com o pau de selfie do coleguinha deve requerer junto ao mesmo seus boletos das contas mensais para ganhar direito a opinar.

§ Quanto maior o valor a conta paga do coleguinha, maior o direito de opinar.
§ A opinião só poderá ser expressa mediante comprovação de pagamento.
§ Não poderá ser feito adiantamento de opinião ou adiamento de pagamento de contas do coleguinha.
§ O direito de opinar expira quando um novo boleto bancário mensal for expedido. Ou seja, quando a conta do mês seguinte chega na casa do coleguinha, você perde o direito de opinar.

Art. 4º — O coleguinha deve dar preferência de pagamento para o amigo que comprou o direito de opinar no mês passado.

Parágrafo único: Não havendo interesse da parte do amigo que quer opinar, deve ser feito um leilão registrado pela Caixa Econômica Federal para que um novo amigo tenha também o direito de julgar.

Art. 5º — A Lei é bem clara e não cabível de recurso. É obedecer a este documento ou ser preso. Ou seja, paga as minhas contas ou cala a boca.

EMENDA CONSTITUCIONAL: A lei se aplica também para pau de selfie ganhado.

Parágrafo único: A Constituição se aplica a quem tem o poder do pau de selfie, independente de origem.

EMENDA CONSTITUCIONAL: Vítimas de photobomb podem entrar com recurso no tribunal especial pelo direito ao espaço delimitado durante o uso do pau de selfie.

Parágrafo único: Este recurso não se aplica em vias públicas, como rua, por exemplo.

EMENDA CONSTITUCIONAL: Em caso de uso indiscriminado do pau de selfie, como amigos bêbados, dorminhocos ou distraídos, vale o entendimento do juiz. Afinal, cada caso terá suas particularidades e intenção dos envolvidos

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