Não tem explicação

Nessa última sexta-feira, fui ao Teatro São Pedro, em Porto Alegre, para ver o musical Cássia Eller. Confesso que não nutria grandes expectativas pelo espetáculo, porque nunca fui fã de musicais.

Que engano…

Palco iluminado. Músicos ao fundo. Aos poucos a plateia ganhou volume. Casa cheia. Cheia de esperança de ver a Cássia verdadeira soltar o vozeirão brilhante. Cheia de ansiedade para relembrar os sucessos de uma cantora que pode se gabar, ainda que lá do céu, do status de lenda.

Aí a Tacy de Campos cantou a primeira.

O arrepio foi em conjunto. Todos sentiram a emoção de relembrar a Cássia Eller. Essa menina, Tacy, é um tesouro. Canta como gigante. Canta como a Cássia. Ela, meus amigos, interpretou com maestria uma voz inconfundível. Tacy, porém, nos trouxe a dúvida: será que era a lenda que estava diante de nós?

Que linda voz. Deixou-me esperançado em relação aos novos rumos da música brasileira.

Nesse novo contexto musical no qual artistas ganham fama efêmera e sucesso duvidoso, relembrar o que já foi digno na arte brasileira é excepcional. Tacy e sua turma — um comboio de talentos — , nos trouxe um gostinho de amparo.

E nós, a plateia e eu, vimos Cássia Eller em um palco cantando belíssimas canções.

Não tem explicação.


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