Jules Tarvenier

Exausto

Benjamin Cícero
Nov 3 · 1 min read

Acordo com olheiras infinitas

Apenas para ouvir dúbios comentários

De quem por mim não preza.

Abaixo os olhos, respiro fundo e caminho

Por entre aqueles corredores

De gente que falsamente me aprecia.

Só ouvindo suas conversas sem nunca delas fazer parte.

Sentado no mesmo banco em conjunto

Mas a tantos quilômetros de distância.

Esforço nenhum me leva para perto,

Porque de mim esforços não bastam.

Não me querem lá,

Então nunca chegarei lá.

Gostaria de aprender a ter:

Essa reciprocidade.

A fazer o que comigo fazem,

Retribuir os favores que a mim

São feitos com tamanha vontade.

Porque escolho carregar o peso de tudo sozinho

E por mais forte que eu esteja,

Já começo a fraquejar.

E, sinceramente,

Se ninguém além de mim

Carrega esse fardo todo,

Ninguém se esforça esse tanto,

É melhor logo eu soltar.

De uma vez só,

Livrar-me num ímpeto

Da responsabilidade

De lhes agradar.

E se por um acaso,

Durante a queda,

O peso machucar alguns pés,

Fiquem sabendo que

A mim machucaram tudo.

    Benjamin Cícero

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    Há no mundo dois tipos de pessoas: as que gostam de viver e as que repudiam. Eu gosto de fingir que sou um quando sou o outro.

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