TheBridge.social Entrevista: Cauê Camargo

Digital Trading Manager e Músico: Sydney, Austrália

Formato em Marketing pela Universidade São Marcos e MBA em Branding pela Universidade Anhembi Morumbi. Trabalhei na Sizmek (ex-MediaMind) no Brasil por quatro anos, saindo de lá Client Services Manager. Assumiu o mesmo cargo por seis meses na Sizmek Austrália e hoje é Digital Trading Specialist.


Com o que você trabalha? Há quanto tempo? O que fazia no Brasil?

Recentemente assumi a posição de Digital Trading Manager em uma empresa chamada Switch Digital em Sydney, Australia.

Saindo da área de Adserver e vindo para o outro lado do vidro foi muito interessante.

As coisas tem um sentido diferente. Embora a transição tenha sido bem suave, ainda há um choque de realidade quanto à plataformas epossibilidades, mas essas novas habilidades são coisas que se adquirem com o dia a dia.

Você tem alguma fonte de inspiração criativa na internet?

Sim, para o meu lado Manager, sempre busco em portais de notícias especializadas (TechCrunch, Gizmodo, AdNews). Já para meu lado músico, leio publicações em sites especializados como Guitar World e blogs de produtores.

Como tem sido sua experiência trabalhando fora? Foi difícil se adaptar?

Tem sido muito boa. Outra cultura de clients e workmates. O pessoal respeita muito o seu trabalho, conhecimento e resultados. A pressão existe, existe a exigência, mas na maioria das vezes existe um bom espaço para que desenvolva seu trabalho pelos seus próprios métodos.

Quais são as melhores coisas de se morar fora?

O choque de culturas, fazer novos contatos e conhecer todo tipo de gente nova. Se adequar a um país novo exige muito de nós.

Quais dicas você daria para alguém pensando em trabalhar fora?

“Prepare um bom e conciso currículo em inglês, sem firulas. Procure por visto, como o 457 na Austrália, não há problema nenhum em deixar isso claro na busca. Tenha boas referências de onde passou, elas contam muito.”

Qual foi a maior dificuldade que você encontrou quando foi morar fora?

Eu já tinha um mindset que gostaria de me desvincular da rotina no Brasil e decidi desde o momento que cheguei por aqui absorver hábitos locais. Isso diminui. Mas sotaques regionais são uma barreira para uma boa comunicação de imediato.

Algum comentário final?

Trabalhar no exterior não é um bicho de 7 cabeças. Só depende de você e do que procura. Vagas existem, a procura existe e as pessoas contratam. Não desista no primeiro NÃO e tenha em mente que pode levar tempo.

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