Não há casulo
Deselegante
Desinteressante
Desatenta
Desajeitada
Despreparada
Escarrada pela nobreza e explorada pela plebe
Não existe lugar para ti aqui, imunda! Nunca houvera criatura mais tola que tu. Criou para si um mundo de ilusões, acreditando piamente que em um sol nascer qualquer sua sorte mudaria. Vermes não tem sorte! Deixe as asneiras de sonhos para quem pode. Tu tens função única, provar às belas moças que elas jamais serão infelizes, pois existe tu, lesma, para provar que não há maior desgraça dentre os vivos.
Apenas cale e consinta, não sinta, não há o que sentir. Carne putrefata dentro do peito, arde como se dissesse “tenho vida”, todavia, vida não tens, vida não és, jamais há de ser.
Para ti a dádiva da morte não virá à cavalos, ela se arrasta com correntes nos tornozelos e unhas contra parede, agoniza teus ouvidos e mente, porém não te abraça.
Anime-se! És única, tamanha bizarrice nunca outrora foi contemplada. Apenas aguarde, o esquecimento a qual estás tão bem familiarizada chegará para eternizar-se em ti.
