125ª Edição

ABRIL

Revista Betim Cultural
Apr 1 · 15 min read
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Foto João Victor Pereira

Não revide contra aquilo que te incomoda. Viva com equilíbrio e siga o seu caminho sem a necessidade de provar algo a alguém. #th

EDITORIAL

Tiago Henrique

Por vezes queremos buscar atalhos, mas o destino da vida nos exige cada passo da estrada, então, cortar tais caminhos pode até parecer vantajoso por um instante mas cedo ou tarde a existência se encarregará de nos fazer percorrer aquilo que devemos.

Precisamos descobrir a nós mesmos e permitir que o outro se descubra. Viemos ao mundo para auxiliar e não o contrário. É preciso serenidade para amar o outro, entender suas fraquezas e suas forças; quando não sabemos como proceder é necessário buscar soluções para o aprimoramento. Também é responsabilidade nossa promover o progresso.

Seja bem-vindo a edição 125.

ESTER MAIA

Sonhar
Ninguna victoria es una victoria si no tienes una derrota.

Sonhos parecem ser perfeitos
Mas nem nos melhores contos de fadas
O sonho chega envolvido de felicidade.
Para que venha as boas novas
É necessário passar pelos maus dias
Nenhuma vitória é vitória, se não tiver uma derrota.

FRANCIELY FREIRES

Saúde pública
¿Se ha convertido una solución en un problema?

Segundo a Constituição Federal todo cidadão brasileiro possui o direito a saúde. O sistema Único de Saúde disponibiliza um atendimento gratuito ao povo. Entretanto, as más condições dos hospitais e a falta de verbas trazem graves problemas a população que necessita de tais cuidados. UMA SOLUÇÃO SE TORNOU UM PROBLEMA?

LUDMILA TORRES

Pressão psicológica
El dialogo es todo.

“vai estudar”
“você tem que fazer faculdade”
“você tem que ter curso”
“você tem que formar”
“se tomar bomba você vai ver”
“as notas estão horríveis você não faz nada a tarde toda por que as notas estão ruins?”
“não me ajuda”
“não conversa comigo porque só fica no celular ou trancada(o) no quarto”

Além dessas coisas, muitas outras a gente é obrigado a ouvir todos os dias, todos os dias somos sobrecarregados por alguém além dos nossos pais! Não estou julgando, nem nada, apenas relatando o que realmente acontece com muitas pessoas porque nem tudo é um mar de rosas não é mesmo!?

Se eu vou conversar sou ignorada, se eu vou contar dos meus sonhos sou julgada, se eu erro jogam pedras em mim!

Eu NÃO posso tirar notas ruins porque tenho que ser perfeita, NÃO posso cometer erros porque eu tenho que mostrar o certo, NÃO posso descansar porque dizem que eu não faço nada demais pra estar cansada, NÃO posso ficar um pouco calada que significa que eu tô mal e quando eu estou mal mesmo ninguém me pergunta o motivo, porque só interessa o que convém a eles.

Eu amo os meus pais apesar de tudo que eu já vi de errado e mesmo assim esqueci, mas se eu erro aquilo vai martelar na minha vida por quanto tempo? Já parou pra pensar?

Quando a gente resolve conversar com eles, desabafar por algo que te deixa empolgado ou por algo que te machuca ou machucou, eles simplesmente vão te ignorar se não for o que eles querem ouvir de você.

Se você for contar sobre qual faculdade que você quer fazer, conversar sobre aquilo, ou contar algo que te faça bem, mas que não é algo que agrade a personalidade deles, eles simplesmente vão te ignorar!

Quantas vezes eu já me senti sobrecarregada, mas sempre tentei dar o meu melhor pra agradar a eles esperando um “meus parabéns!” ou “que orgulho de você!” e tudo o que eu ouvi foi um “fez mais do que sua obrigação!”, isso cansa com o tempo né!?

Quantas vezes já quis contar os meus sonhos mas não era o que minha mãe gostava e ela me ignorou, então eu resolvi procurar uma amiga mas não é a mesma coisa!

Quantas vezes eles já me viram chorar porque eu me senti insuficiente, porque eu me senti burra, porque eu me senti incapaz, porque aquilo não era pra mim, porque eu tirei uma nota ruim e pensei na bronca que ia levar, porque eu me senti com sobrecarga.. e por vários outros fatores, e nenhum deles viu simplesmente porque eu escondi aquilo e queria me mostrar forte diante deles e mais uma vez procurei alguma amiga pra chorar perto.

Agora quantas vezes eles já notaram todo o esforço que eu fiz até aqui? E ainda estou fazendo! Mas agora já não faço pensando no que eles vão achar eu faço porque eu quero! Faço porque é o que eu gosto! Faço porque é o que me faz bem e me deixa bem! E faço porque acho que vai me distrair um pouco da rotina! Mas infelizmente aprendi um pouco tarde, depois de chorar muito e ainda chorar porque quero ter um dia de conversa com um deles, por querer ter um momento só com eles porque eu amo eles, mas graças a Deus a dor que já me deixou muitas vezes… ela passa! E eu penso em mim mais uma vez, e faço o que vejo ser melhor pra mim!

Deveriam parar pra pensar o que a sobrecarga pode causar em alguém, não é dinheiro que vai trazer felicidade sempre, nem viagens, nem coisas materiais, as vezes um simples momento muda tudo, deixa tudo mais leve, um momento de conversa e risos, deixa tudo mais tranquilo!

Pense nisso! Se um dia você resolver ser Pai ou Mãe, dê SIM educação aos seus filhos! Ensine SIM o que é certo e o que é errado! Mas também dê CARINHO, AMOR e ATENÇÃO! Converse com ele, abra um caminho de confiança dele para com você! Diálogo é TUDO!

WALLACE AUGUSTO

Anti
Es lo que la vida nos puede presentar.

Nada faço
Sou atribuído de levantes
Que me afunda mais
Me julga em pressão

Digno penso que sou
Fraco penso ao mesmo tempo
E fica nesse balanço
Me abalando

Em mim crer, não confio
Tento levar
Mas é impossível não pensar
Deixar disso tô em conflito

Mente isola
Barulho entra em vácuo
Estou eu comigo
Assusto e volto

Tenho que mostrar
Sem perder a fixação
Tudo equilíbrio
Sem atrito
Em fazer e o psico

Nos vemos na próxima edição. Obrigado por sua leitura!

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Foto Steven Adrian

Leia mais

NATÁLIA CAROLINA

Simples coincidência
Va a quedar todo bien.

Uma loira de longos cabelos ondulados na pontas olhava a tela de seu telefone sem acreditar que tinha visto na tela do seu celular, o garoto que a mesma, estava ainda com dúvidas se gostava realmente estava ficando com sua amiga bem próxima. Quando ela veio a perceber todos já sabiam e só ela que não havia sacado, o que a deixou com mais raiva, ela tinha perguntado a sua amiga se eles estavam ficando e a mesma falou que sim e deu uma desculpa, que era muito besta para Lucy. A loira ainda lembrava da resposta da mesma claramente, mesmo não olhando o seu telefone.

“_ Então…. Você e o Sting, estão ficando juntos?” Lucy perguntou inocentemente.

“_ Ah… Tão na cara assim? Bom, estamos mas não quisemos te contar, por medo de ficar magoada.”

Lucy se analisou e percebeu que não estava com raiva deles está juntos, com isso confirmando a sua teoria de não gostar dele, mas o que estava dando a raiva de sua amiga ter escondido aquilo.

“_ Por que achou isso?” Falou a loira para vê no que daria tudo aquilo.

“_ Bom, você tinha falado que não gostava dele, mas fiquei com receio de saber depois que gostava dele, então preferimos não contar a você….”

A loira estava querendo já matar, mas preferiu continuar o jogo.

“_ Eu não fiquei magoado por esse motivo. Acha mesmo que eu iria atrapalhar vocês?”

Escreveu com um sorriso forçado.

“_ Não é que….” Ela ainda estava escrevendo mais a loira foi mais rápida.

“_ Sabe o que me magoa dessa história? Você não ter me contado.” Escreveu Lucy já sentindo a ardência das lágrimas começando a surgir em seu olho.

Lisanna não respondeu e Lucy saiu da conversa com a mesma, e foi pergunta para Sting, queria ver o seu ponto de vista, mas o que levou foi patadas do mesmo. Falando que ela era lerda por ainda não ter percebido e que todos já estavam comentando. Indignada, Lucy saiu do aplicativo de mensagens e foi para o YouTube, como sugestão apareceu uma música chamada Flower of Sorrow , como estava magoada com aquilo, resolveu clicar na música e ouviu brevemente uma linda voz seguida pelo o som de piano e quando percebeu estava cada vez mais envolvida com a música. Começou a ouvir várias vezes, até que pegou no sono.

Lucy se encontrava em uma sala escura onde não se via nada e ninguém, aquilo estava a assustando a fazendo pensar onde estava e o por que daquilo tudo. Logo pouca luz apareceu revelando Sting e Lisanna rindo da mesma. Lucy começou a se encolher e se sentir cada vez pior, até que sentiu algo pesado em seu ombro, ela olhou devagar para cima e com isso se revelando um braço moreno se revelando, ao olhar direto para o seu rosto, não conseguia ver quem era e antes de perguntar, a mesma acordou.

Lucy ficou pensando no que seria aquele sonho, assim a deixando viajar por breves minutos, mas percebeu o que estava acontecendo quando olhou para o relógio, vendo que ela estava atrasada para se arrumar e com isso perderia a sua carona para escola. Com isso ela se levantou como um jato direto para o banheiro.

Lucy poderia jurar que aquele foi o banho mais rápido de sua vida, mas com isso deu tempo dela pentear os seus cabelos molhados e passar um batom e revisar se as suas coisas estavam tudo certo, mesmo sabendo que tinha arrumado na noite anterior, antes daquela mensagem, mas como Lucy tem algo chamado popularmente, como toque não conseguia deixar de revisar, só para ter certeza.

Depois de revisar saiu correndo em direção da saída, mas antes pegou uma torrada e uma caixinha de toddynho que sua mãe deixava, quando a mesma, acordava atrasada. Despediu brevemente de sua mãe e saiu de sua casa encontrando uma pequena menina de cabelos azuis com raiva dentro de uma camionete.

_ Lucy por que demorou tanto?- perguntou Levy mostrando seu olhar de fúria.

_ Aconteceu um…imprevisto.- falou a loira lembrando da noite anterior, fazendo na mesma hora desperta a curiosidade da azulada.

Lucy entrou na camionete e Levy não falou nada, até da partida e começa andar com o carro, assim a impedindo de responder às suas perguntas.

_ O que aconteceu, Lucy?- falou sem parar de olhar para a estrada.- E não finja de boba, por que sei que aconteceu algo. Vai desembucha.

Lucy suspirou sabendo que não poderia esconder de sua melhor amiga e contou toda a história, fazendo assim uma veia da testa de Levy pular.

_ Aqueles merda.-resmungou.- Lucy não fique assim, mostra que não liga como disse para Lisanna e mostra que é forte. Como uma guerreira Sayajin.- falou Levy quebrando o clima ruim que tinha começado reinar, depois de Lucy se abrir.

_ Só você mesma, para me fazer rir nessa situação.- falou a loira com um pequeno sorriso.

_ Para isso que estou aqui. Se não, não seria sua melhor amiga.- falou com um sorriso.

_ Tem razão.- falou Lucy concordando.

Não demorou muito para elas chegarem na escola, Levy se despediu e foi para a sua sala e Lucy fez o mesmo, ao entrar na sala, acabou se esbarrando com alguém, assim fazendo o mesmo, derrubar um livro.

A loira se abaixou e pegou o livro e viu que estava escrito Star Wars, a loira não pode não sorrir, com aquilo. Ao olhar um pouco para cima, já com a pessoa que tinha esbarrado era um pouco mais alto do que a loira, ao olhar para cima viu um garoto de cabelos rosado e com um óculos, que não aparentava ser os típicos de “nerds”, mas ao mesmo tempo não sendo antiquado para o mesmo. Taria perfeito no mesmo, pensava a loira que na mesma hora começou a sentir algo como borboletas em sua barriga, ao finalmente perceber a beleza do cara rosado.

Ao perceber o que estava pensando corou e desviou o olhar. O rosado achou divertido a reação da mesma e deu um sorriso de lado.

_ Poderia devolver o meu livro?- perguntou ele com uma voz grave, que fez a loira se arrepiar por inteira, mas ela corou quando tinha notado mesmo, que não havia devolvido o livro.

_ Sinto muito, estou muito distraída desde ontem.- falou entregando o livro.

_ Não se preocupa.- falou calmo, assim de certa forma aliviando a mesma.- Ah, proposito me chamo Natsu. E o seu?- falou com um pequeno sorriso discreto.

_ Lucy. Me chamo Lucy, é um prazer. -falou com um grande sorriso, o mais bonito que existia, para o rosado.- Não sabia que curtia, Star Wars.- falou olhando para o livro.

_ Bom, já que fica um pouco no fundo da sala, ou brincando ou fazendo piadas, ou até mesmo mexendo no telefone.

_ Hmmm.- falou pensativo e logo deu um largo sorriso provocativo.- Então repara em mim, bastante. Seria amor?- falou meio brincalhão e fazendo a loira corar outra vez.

_ Não me entenda mal, eu só observo.- falou meia atrapalhada.

_ Só estou brincando.- falou rindo e Lucy deu um soco bem forte em seu peito.

_ Não ria!- falou irritada e fazendo biquinho.

“_ Nossa! Ela fica linda irritada.” Pensou o rosado.

_ Tudo bem, não rio.- falou ele levantando o dedo mindinho, que fez a loira começar a rir, por aquilo ser infantil, mas para ela tinha sido bastante fofo.

Logo bateu o sinal e eles faram se sentar, mas ainda conversando.

Já três dias, que estava se falando intensamente. Lucy ia para a escola toda alegre e saltitante, ao sair do carro de Levy e não era para menos, afinal era o aniversário da mesma e Natsu havia prometido um presente, mas o seu sorriso foi desfeito ao ver vários olhares para si, e esses olhares transmitiam pena. A loira saiu correndo e acabou esbarrando no rosado, ele viu o estado dela e a levou para o mais longe das pessoas.

Ele a levou até o pátio onde se encontrava apenas, algumas pessoa lendo. Ela sem esperar mais nenhum minuto o abraçou e começou a chorar, ele começou a fazer cafuné na mesma e falando uma palavra bem clichê, mas estava confrontando a mesma tão bem. Que era:

“ _Vai ficar tudo bem.” Pensou ela.

Lucy se sentia quente e calma, só com aquelas palavras, mas também sentia que seu coração iria sair pela a boca, mas ao perceber que o rosado, se encontrava na mesma forma do que ela, não pode deixar de sorrir.

Ao se sentir melhor, eles começaram a andar de volta para sala, com o rosado abraçando a cintura da loira de uma forma até meia possessiva, o mesmo só pensava em uma coisa:

“_ Não importa como, farei que você nunca, chore outra vez. E a pessoa que é o motivo de seu choro, irei matar.” Pensava o rosado, mas foi distraído ao começar ouvir a voz do diretor Philerpe, soar.

_ Caros alunos dos terceiros anos, tenho uma notícia ruim para vocês. Por falta de verbas escolares, teremos que adiantar o baile para esse sábado. E gostaria de lembrar que o Rei e a Rainha esse ano, terá que mostrar os seus talentos.

“_ É minha chance!” Pensou os dois juntos.

_ Gostaria de ir ao baile comigo?- falou o rosado

_ Gostaria que fosse comigo.- falou Lucy

Os dois haviam falado juntos, que fez uma situação engraçada e os mesmos, riram daquilo e trocaram sorriso, só com um simples gesto, para muitos, mas para os dois era a confirmação de ambas perguntas e claro que coraram um pouco com aquela resposta e desviaram o olhar.

_ Vamos?- perguntou o rosado corado.

Quanto antes de Lucy perceber já era o grande dia do baile. Ela se encontrava com um vestido totalmente branco com apenas uma fita vermelha com um laço de enfeite, o vestido iria até os seus joelhos e era totalmente rodado. Ela pôs uma meia calça de renda branca e um meia pata vermelho com pequenos detalhes brancos, que parecia neve ou até mesmo, pequenos diamantes.

Ela estava com o cabelo preso em coque flor com alguns enfeites que lembrava estrelas. Ela estava com um batom vermelho marte e uma uma maquiagem não tão exagerada, com apenas uma sombra da cor de sua pele, lápis creon preto que realçava os olhos castanhos claro da mesma.

Ela olhou o seu celular e viu a mensagem de Natsu, falando que já estava na porta da casa, da mesma a esperando. Ela deu um beijo rápido em sua mãe e seu pai antes de sair da casa e encontrar com o rosado, com um smokey azul escuro que poderia ser confundido com um preto, seus cabelos estavam um pouco bagunçados e com isso dava para ver melhor os pincéis que Natsu já havia comentado. Ela deu um sorriso ao vê-lo tão bonito mas o que a surpreendeu foi ele estar encostado em uma limusine preta, ela não pode evitar o brilho nos olhos e sair correndo em direção do mesmo e claro que ela havia esquecido que estava de salto, com isso preocupando o rosado.

Ela pulou nos braços do mesmo, o fazendo corar e retribuir o abraço e ela olhou com um grande sorriso e falou:

_ Obrigada Natsu, por está aqui.

_ Claro, Lucy. Vamos?- falou abrindo a porta e a mesma entrando.

Já estava na hora de escolher o rei e a rainha e Lucy junto com Natsu e Levy e Gajeel, não estavam nem um pouco preocupado com a coroação. Mas eles param de conversar quando uma grande quantidade de luz sobre eles e uma voz de microfone falando.

_ Senhor Dragneel e Senhorita Heartfilia, poderiam subir ao palco, por favor. Já que foram escolhidos para o Rei e a Rainha desse baile.

_ Nós?- perguntou a loira e o rosado surpreendido por aquilo.

_ Vai Lucy! O que está esperando?- perguntou Levy.

_ É Salamandra, o que está esperando?- falou Gajeel, abraçando mais a pequena Levy.

Natsu olhou para Lucy e concordou e foram direto para o palco e lá receberam a coroa e a tiara e o diretor continuou a falar.

_ Bom, como é tradição de nossa escola. O rei e rainha irá mostrar os seus talentos.

Com isso, vários instrumentos foram mostrados, incluindo violão, teclado, bateria e até instrumentos mais clássicos como piano e teclado.

Natsu perguntou bem baixo para Lucy o que ela queria fazer e a mesma respondeu que gostaria de cantar.

_ Certo. Eu toco o piano e você canta. Qual música?- falou em um sussurro.

_ Flower of Sorrow.- respondeu com um sorriso.

Natsu se sentou no banco e posicionou as suas mãos no piano e só estava a espera da loira. Lucy foi em direção do diretor que estava perto do microfone.

_ Antes de vocês dois continuar, dois alunos me imploraram para eu falar umas palavra para você. Lucy.- falou o diretor deixando todos no salão confusos.- Lucy, Sting e Lisanna pediram para eu dizer a seguintes palavras:

“_ Lucy, pedimos desculpa pelo o incidente de alguns dias atrás. Não queríamos te magoar ou que se afastasse, por favor pedimos perdão .”

Lucy olhou em volta e viu os dois com um olhar de esperança, a loira se aproximou e pegou o microfone e disse:

_ Eu já te perdoei por aquilo. Não guardo mágoas, mas isso não quer dizer que seremos próximos igual antes ou amigos. Vocês dois quebraram a confiança que eu tinha com vocês e isso não tem mais volta. Se eu não tivesse descoberto, não teria encontrado com o Natsu.- falou olhando para o rosado.- Essa situação gerou uma simples coincidência e com essa coincidência encontrei a felicidade. E gostaria de saber se Natsu, você aceitaria namorar comigo?- perguntou temendo a resposta.

_ Sim. Eu adoraria.

Com essas palavras todos ficaram felizes e gritando.

_ Então vamos começar logo com essa música.- falou o diretor que havia pegado por alguns segundos o microfone. Lucy pegou de volta e começou a cantar.

Lucy deu uma pausa e Natsu entrou com o piano e continuou a cantar.

Quando Lucy terminou de cantar, todos aplaudiram, já que a voz da mesma, era delicada, fofa, como de uma fada como todos pensaram. Natsu levantou da cadeira e foi até a loira onde a pegou e deu um grande beijo, que foi aplaudido por todos e a euforia foi tão grande só por aquele beijo.

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Tiago Henrique
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