129ª Edição

AGOSTO

Revista Betim Cultural
Aug 1 · 5 min read
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Foto Caio Henriques

Não perca a fé nas pessoas.

EDITORIAL

Hoje tomei uma decisão e prometi pra mim mesmo não escrever um editorial tão detalhado e emotivo, eu fiz isso algumas vezes e você pode sentir essas sensações .

Com essa edição a Betim Cultural comemora 12 anos de veiculação e com esse marco eu anuncio a conclusão deste trabalho, publicando agora a última edição da Revista, que me proporcionou experiências, amizades e leituras inesquecíveis.

Com esse fato e exercício também pratico o desapego e encaro a lição de saber parar. Muitas vezes falta isso em nós, muitas vezes temos planos para um todo e esquecemos de nós mesmos; quando digo isso, na verdade é um desprendimento contrário ao egoísmo de pensar só na gente, porque muitas vezes estamos percorrendo o caminho inverso sem notar. É preciso pensar no melhor de nós para que possamos ser o melhor de nós no mundo.

As prioridades mudam, a realidade se transforma e o tempo continua passando; a cada fase da vida é preciso que estejamos conectados ao que a vida pede de nós e é preciso continuar caminhando para que nosso caminho encontre novos caminhantes e novas direções.

Agradeço a Deus e a todos que participaram dessa jornada comigo, foi uma honra descobrir, revelar e apreciar os diversos talentos artísticos e pessoais que por aqui se expressaram junto as pessoas que se aproximaram desse canal para colher leituras, artes e afins.

Nos vemos por aí!

Um terno abraço,
Tiago

Seja bem-vindo a edição 129.

A seguir os autores e seus textos.

LUCIANA CHAVES

Folhas, flores, cores

Vejo cortejo de pessoas, sorrisos no rosto; pareciam soltar as amarras.

O sol daquele dia era diferente, combinava com cheiro da vida com o beijo do mel.

As correntes já não eram mais de ferro e sim leves como os sonhos… lava a alma e nos traz reprises de um novo e leve tempo.

FELIPE OLIVEIRA

Tudo Passa

Sou música
Eu sou música
Não sou artista,
Nem “cantor”.
Sou música.

Ainda não terminada
Sem tempo certo
As vezes sem ritmo
As vezes rock
As vezes clássica
Mas sempre música.

Sem ser entendido
Decifrado
Muito menos entoado

Tenho que ser sentido
Ouvido com calma
Com alma
De olhos fechados
A luz da lua.

Sou música
Se você não ouve música assim
Você não ouve o que dizemos.

Sou música
Me ouça
E me sinta
Ou saia de perto.

RAFAEL ZACARONI

Minha quarentena

Minha quarentena começou no dia 18 de março, então já fazem 5 meses, nesses 5 meses os únicos lugares que eu frequentei foram a minha casa, o dentista e o supermercado. Todos os dias desses meses foram praticamente iguais: eu acordo assisto aula (quando eu consigo acordar cedo) fico mexendo no celular ou jogando no computador até de madrugada e vou dormir, as vezes faço as atividades e os trabalhos da escola para mudar um pouco a rotina.

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Foto Fernanda Andrade

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BRUNO VINICIUS

Saudades daquele tempo

Saudades daquele tempo
Das conversas e do povo
De um passado tão recente
Para um presente tão novo

Um novo que nem sempre é bom
Que na maioria das vezes é chato
Que nos gasta, nos desgasta
Pelo simples desejo de contato

Do contato com a rua
Do contato com o amigo
É irônico, pois ficamos dentro de casa
Mas ainda assim procurando por abrigo

Saudades daquele tempo
Quando podia andar à toa
Sair feliz, despreocupado
Viver tranquilo, numa boa

Agora é tudo diferente
Se satisfaça com sua companhia
És realmente autossuficiente?
Ou falava pra mostrar soberania?

Em momentos assim é que se vê
Quem vive em nós
E como ele quer viver

Sozinho, ou rodeado?
Falante, ou sempre calado?
Ultimamente isso não é opção
Pois é preciso conversar com o coração

Por isso deixe-o falar
Se permita sentir, se expressar
Lembre que mesmo longe, tem gente aqui
Sempre disposta a te escutar

A saudade que sentimos transborda
E é chato saber que vai durar muito mais
Porém é importante viver o agora
E tentar esquecer o que ficou pra trás

Traçando um novo caminho
Sem mãos dadas, mas de almas interligadas
Para que tudo isso acabe logo
E voltemos a dar boas risadas

Saudades daquele tempo
Em que todo mundo era unido
Fazia um pelo outro
E era bem mais divertido

Faça sua parte daí
Que faço minha parte de cá
Para sumir com essa saudade
E a gente poder se abraçar.

Edições comemorativas
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Edição publicada por
Tiago Henrique

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Além das edições tradicionais que findam nesse momento, as diversas páginas da revista abrigam conteúdos variados e as vezes tem publicações esporádicas; por ter uma pauta útil, informativa, para lazer ou fins diversos e ser um ambiente agradável para leitura isso eventualmente continuará.

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Logo após a publicação desta edição:

Minha mãe sempre tem a palavra certa, me emociona e me ampara. Dela não tenho só o DNA e o passado, tenho todo o meu futuro porque ela é o maior exemplo em minha vida. Passou um filme na minha memória e queria compartilhar com vocês; concluindo esse trabalho com muita honra e gratidão. Uma vez li uma frase que dizia: quando acendemos uma lâmpada no caminho de alguém o nosso destino fica mais iluminado. Assim procuro caminhar 🙏❤️

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