Do outro lado da greve

As consequências para alunos e demais afetados

Leia as matérias e opiniões contra as greves na Educação Pública brasileira

Com faixas e apitos, estudantes se mobilizam contra greve dos professores

Publicação original: Portal de notícias
Bahia, 2012.

Estudantes da rede estadual da Bahia, sem aula há 51 dias devido à greve dos professores, realizam protestos em diversos pontos de Salvador na manhã desta quinta-feira (31).

Mobilizados através de redes sociais, os jovens pedem fim do impasse entre os profissionais grevistas e o governo estadual para retorno das aulas. Na Avenida Paralela, um grupo de cerca de 50 alunos prometem seguir em direção à Governadoria, situada na região.

Como vamos competir no vestibular e no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], com mais de 50 dias de greve? Não tem como. Enquanto uns podem ter o luxo de ir para suas escolas pagas, no conforto, nós ficamos como?”, afirma Michel Santos, 20 anos, que estuda o 2° ano do Colégio 15 de Novembro, no bairro São Cristóvão. “Esse problema também é nosso, nós estudantes devemos valorizar o nosso estudo e agir na cobrança das soluções”, afirma o jovem de 20 anos. (Informações do G1/BA)

Pais de alunos realizam protesto contra greve do magistério

Publicação original: AcústicaFm
Rio Grande do Sul, 2017.

Manifestação ocorreu na frente da escola estadual Ana César

Um grupo de pais de alunos realizou um protesto contra a greve de professores, na noite desta quarta-feira (25), a partir das 19h. A ação ocorreu em frente da escola estadual Ana César, de Camaquã, e contou com cerca de 50 participantes, incluindo os vereadores Luciano Delfini e Marcelinho Gouvêa.

Insatisfeitos com a gestão da instituição, que não estaria disposta a transferir alunos para turmas em que professores não estão em greve, os manifestantes usaram vários cartazes, com frases como:

“Aulas Já”, “Seu direito a greve não é maior que o meu a educação”, “Escola não é fábrica, educação não é negócio” e “Salário parcelado, mas pago”.

A paralisação dos educadores já dura mais de 50 dias. A principal reivindicação dos professores é o fim do parcelamento dos salários por parte do governo de José Ivo Sartori. Até agora, o Cpers-Sindicato e o Piratini não chegaram a um acordo para encerrar a mobilização.

Estudantes realizam manifestação contra greve de professores em Porto Alegre

Publicação original: Novaamburgo.org
Rio Grande do Sul, 2013

Estudantes do ensino público realizou manifestação nesta quarta-feira, dia 04, em Porto Alegre. Eles pedem o fim da greve dos professores. Na ocasião, os alunos também responsabilizaram o Cpers/Sindicato e o Governo do Estado pela situação.

O trânsito foi interrompido nos dois os sentidos da avenida Protásio Alves. “Vai fazer 15 dias que estamos sem aulas”, argumenta o diretor de Relações Institucionais da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Porto Alegre, Dante dos Santos Menendez, de 16 anos.

“O Cpers quer usar o estudante como massa de manobra”, complementa. “Não consegue mobilizar a própria classe e quer chamar os alunos para seus atos.”

Alunos da Ufal realizam mobilização contra possível greve de professores

Publicação original: CadaMinuto
Alagoas, 2016

Alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) promovem um grande ato, na próxima quarta-feira (28), contra a possível deliberação de greve dos docentes da instituição. A mobilização acontece a partir das 14 horas, com o intuito de sensibilizar os professores em relação aos prejuízos da paralisação de atividades nos campi.

Os estudantes farão um protesto em frente à sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), localizada no prédio do Centro de Interesse Comunitário (CIC), onde está marcada para acontecer a assembleia geral dos docentes. Na ocasião, os professores votarão a possibilidade de greve geral.

O movimento contra a greve foi criado e organizado por alunos que defendem que toda a comunidade acadêmica da Ufal possa participar do debate sobre melhorias para a universidade, e não somente os professores. Infelizmente, não houve nenhum contato da Adufal com os alunos para propor soluções conjuntas.

Após as duas maiores greves da história da nossa universidade, em 2012 e 2015, nenhuma melhoria perceptível foi conquistada para a comunidade. Uma nova greve não vai resolver o problema. Sem contar que a greve está sendo usada como instrumento político”, frisa o estudante de Engenharia de Petróleo e organizador do ato, João Fyllipy.

Além da ineficácia já demonstrada pelas duas greves mais recentes, o estudante destaca os prejuízos causados à sociedade caso ocorra uma nova greve na universidade. Um exemplo é o calendário acadêmico, que ainda sofre com o atraso deixado pela greve de 2015, que durou três meses.

Estudantes de diversos cursos aderiram ao ato, entre eles Geografia, Engenharia de Petróleo, Medicina, Direito, Jornalismo, Engenharia Química, Economia, Ciências Sociais, Odontologia, Química, Filosofia, Administração, Engenharia Civil, Nutrição, Relações Públicas, Ciência da Computação, Serviço Social, Farmácia e Engenharia da Computação.

DIGA NÃO A GREVE NA REDE PÚBLICA DE ENSINO

Publicação original: GuneRN-Mobiliza
Rio Grande do Norte, 2011

No Rio Grande do Norte,no ano de 2011, houve greve de professores da rede estadual, que durou cerca de 80 dias. Mais de trezentos mil alunos e seus familiares foram são afetados. Os grevistas pararam de dar aulas e continuaram recebendo seus salários. Somos contra a todo e qualquer Movimento que venha prejudicar os estudantes e seus familiares.

MINHA OPINIÃO SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES (NÃO SÓ DE CONGONHINHAS, COMO DE TODO O PARANÁ)

Publicação original: Congonotícias
Paraná, 2014

Caros leitores, hoje não estou escrevendo aqui como “proprietário do blog Congotícias”, e sim como aluno.

Como alguns já devem saber, os professores do Paraná decidiram entrar em greve para reivindicar melhorias. Os professores dos colégios estaduais de Congonhinhas, decidiram também aderir à esta greve.

Acontece que quando os professores foram convidados a participar desta greve, os mesmos aceitaram o convite sem pensar que quem fica prejudicado somos nós, os alunos; seremos obrigados a repor estas aulas. Uma professora disse o seguinte: “Os alunos que vierem à escola no decorrer da greve, vão ter que repor a aula do mesmo jeito depois, junto com os que não vieram. Se um professor não aderir à greve, ele também vai ter que repor estas aulas.

Eu, Erick Santhiago da Silva Paiva, aluno do Colégio Estadual José Domingues da Costa, acredito que há muito a ser feito pela educação; não só no Paraná, mas no Brasil inteiro.

Só que greve não é a maneira mais correta de pessoas instruídas como nossos queridos professores melhorarem nossa educação. A greve só vem acarretar problemas aos educandos.

Também tenho meus compromissos, assim como outros alunos. Eles não se perguntam se nosso tempo não vai ficar prejudicado ao repor estas aulas?

Professores de Feijó e de Porto Acre dizem não à greve

Publicação original: AcreFeijó
Acre, 2015

Os professores das escolas estaduais das cidades de Feijó e de Porto Acre disseram não à greve promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). Na manhã desta quarta-feira, 29, uma equipe do sindicato esteve em Feijó e, na terça-feira, em Porto Acre tentando mobilizar os profissionais da categoria para aderir ao movimento, mas a resposta foi negativa.

Em Feijó, a coordenadora do núcleo da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Cardoci Paiva, afirmou poucos professores chegaram a aderir à greve. Esses, no entanto, estão sendo substituídos em sala de aula por professores provisórios para evitar que os alunos sejam prejudicados.

“São poucos professores em algumas escolas. Nesse caso, entendemos que aguardar para que eles reponham as aulas que não foram ministradas no final do ano letivo traria muito prejuízo para esses alunos. Então resolvemos substitui-los agora para que nenhum conteúdo seja perdido”, explicou Cardoci Paiva.

Em Porto Acre, algumas escolas aderiram à greve logo no seu início. Ao notarem que o movimento não havia mais motivo de ser, retornaram ao trabalho. “O sindicato esteve aqui na terça-feira tentando fechar essas escolas, mas os professores e diretores mantiveram-se firme e não aceitaram a imposição dos líderes grevistas”, disse Fátima Aguiar, que coordena o núcleo da SEE naquela cidade.

Em Rio Branco e no restante do Estado, a adesão à greve também é pequena. De acordo com dados da SEE, na capital, cerca de 7% das escolas estão paradas. Em todo o Estado, o índice seria de apenas 15%. Os grevistas reivindicam reposição salarial de 25%. O governo garante que não há recursos para atender a essa reposição e diz que o diálogo sempre esteve aberto ao comando grevista. Já o Sinteac afirma que não abre mão do reajuste e que vai manter a greve por tempo indeterminado.

Pais e alunos, por sua vez, já se manifestam a favor do fim da greve. Alegam que:

haverá grandes prejuízos para os alunos que terão de assistir aulas aos sábados e feriados durante o período que seria das férias de fim de ano.

Temem ainda: prejuízos para os alunos que devem prestar o Exame Nacional do Ensino Médio que acontece em todo o País no mês de outubro. O exame é a porta de entrada para o ensino superior na maioria das universidades brasileiras.

Quer pensar mais sobre isso?
Acesse aqui tudo o que já escrevi sobre Greves na Educação.

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