Leite

O leite da vaca é para o filhote da vaca.

As Vacas “Felizes”, o Leite e o Queijo

Publicação original: Muda o mundo.

A esmagadora maioria das pessoas julga que as vacas têm leite espontaneamente, mas a realidade é bem mais mundana. À semelhança de qualquer outro mamífero, as vacas só têm leite para alimentação dos seus filhos recém-nascidos. Tal como as mulheres só geram leite com o nascimento dos seus filhos, as fêmeas usadas na produção de leite só geram leite com o nascimento das suas crias.

Por isso, para manter uma produção quase ininterrupta de leite, as vacas têm de ser repetidamente forçadas a engravidar e a dar à luz a um filho. Costumam ser engravidadas através de inseminação artificial na ocasião do cio, o que envolve a introdução forçada de um braço no recto da vaca para posicionamento do útero, enquanto um instrumento para depósito do sémen é empurrado pela vagina.

As vacas são animais extremamente sociais e com fortes laços familiares, mas são constantemente obrigadas a ver os filhos recém-nascidos serem-lhes tirados, para que os humanos possam ficar com o leite que era destinado aos seus bezerros. O processo de separação é agonizante e traumatizante tanto para a mãe como para o filho, e é comum ambos gritarem um para o outro enquanto são afastados. Algumas vacas emitem sons de lamento durante vários dias após lhes serem retirados os filhos. Para elas, como para a maioria das mães, não há maior dor que a perda de um filho.

Muitos destes filhos, considerados um subproduto da produção de leite, são mortos pouco após o nascimento por não terem interesse econômico. Outros são mortos mais tarde para serem vendidos como carne de vitela. As bezerras podem ser vendidas para carne de vitela ou ficar na exploração para substituírem vacas leiteiras esgotadas.

As vacas costumam ser novamente engravidadas logo no terceiro mês de lactação. Este ciclo de inseminação, gravidez, parto e lactação é repetido anualmente.

Através de reprodução seletiva, manipulação genética e alimentação especial, as vacas leiteiras podem produzir hoje cerca de 10 vezes mais leite que um bezerro seu beberia se fosse alimentado exclusivamente com leite materno.

Com estas quantidades massivas de leite, por volta dos 6 anos de idade, que seria apenas o princípio da idade adulta na natureza, as vacas estão esgotadas física e psicologicamente, e isso reflete-se no declínio da produção de leite. Dado que a margem de lucro é para manter, as vacas extenuadas são rapidamente vendidas para abate.

Após terem passado por diversas inseminações forçadas, partos dolorosos, separações angustiantes e ordenhas sem descanso, espera-as agora o aterrorizante matadouro com o seu característico e nauseabundo cheiro de morte. Mas, antes disso, falta ainda passar pelo calvário do transporte para o matadouro. O transporte costuma ser particularmente penoso para as sofridas vacas leiteiras, uma vez que muitas padecem de dolorosas inflamações no tecido mamário (mastite) e de osteoporose. Muitas vacas ficam tão debilitadas, que nem são capazes de andar quando chegam ao matadouro.

No matadouro, as vacas são atordoadas com uma pistola que dispara um êmbolo retrátil que lhes causa uma lesão grave no cérebro e, se tiverem sorte, a perda dos sentidos. Em seguida, são içadas por uma das patas traseiras e degoladas enquanto ainda têm o coração a bater, de modo a que o sangue seja expelido para fora do corpo. Por vezes, as vacas ainda estão conscientes quando são degoladas.

Livres de exploração, em santuários, as vacas podem viver vidas felizes durante mais de 20 anos.

Cada compra de produtos com leite, queijo, iogurte ou outros laticínios contribui para esta terrível exploração, independentemente de ser proveniente de pecuária convencional ou pecuária dita “humanizada”.

Consumir produtos de origem animal é consumir violência, seja qual for o rótulo simpático e alegre com que a embalagem é disfarçada. Está nas mãos de cada um de nós não compactuar com esta exploração e morte. Desliga-te da exploração e violentação dos outros animais, abraça o veganismo!

Esta é a realidade que nos recusamos a encarar. A indústria alimentar é responsável por 99% de toda a exploração, sofrimento e morte que causamos aos outros animais. Ajudar estes animais não está nas mãos das organizações de proteção animal, não está nas mãos dos políticos, não está nas mãos dos tribunais, não está nas mãos da polícia. Ajudar estes animais está nas mãos de cada um de nós, aqui e agora. Abraça o veganismo e faça a diferença!

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