RBC | Ed.94

Imagem: William Mota
“Sim, incontestável incerteza de um ser incapaz de definir onde ou quando deve agir, apenas seguindo o vento, num movimento inerte deixando assim a vida passar.” Pamela Sobrinho

COLUNA DO TIAGO

www.thvirtual.com

DAS CONVIVÊNCIAS PASSADAS

Ninguém fica sozinho de tudo
Há sempre alguém para se pensar
E nesse pensamento
Somos contemplados com a presença

Pessoas atravessam nossa imagem
Penetram em nossa imaginação
Ficam nas lembranças
E quanto mais não queremos
Mais queremos

A ausência sente a falta
A proximidade as vezes quer distância
E tudo que buscamos
Na verdade
Se completa com o próximo

A convivência seduz o amor
E todas as turbulências
De um voo atrasado
Batem na porta
Dos corações que se permitem,
Se envolvem…
Enamorados
Morando a sós
Quando percebem
A força da natureza de um beijo
Um cheiro
Um olhar
O tudo,
Tudo de um casal

Voltam a se encontrar.

COLUNA DA PAMELA

pamela@betimcultural.com.br

Daí quando o tempo
Nem o momento se expressão
Ou quando a luz simplesmente se vai
Sinto o imenso vazio que
Afoga minha alma em dor

Quando as doces melodias
De um acorde perfeito
Ao som de uma suave sinfonia
Deleito-me de prazer diante de sua doce presença

Triste tempo quando me vejo
Longe destes seus olhos
Que iluminam minha alma adormecida
Oh suave desejo!

Tua voz es para mim
Como uma doce canção
Bendito destinos que
Cruzou nossos caminhos
Iluminou nossa mente 
E direcionou nossos caminhos
E fez para nós essa canção

COLUNA DO TARSO

www.tarsocorrea.blogspot.com.br

VERDADES POLUÍDAS

A verdade é um pouco das mentiras que nos contam!
Várias incorporei por comodidade,
Outras por ignorância,
Algumas por interesse;
Hoje minha vida é um rosário de contas de meias verdades,
Histórias atadas por fios, que se confrontam e amedrontam;
Ambiguidades sopradas por lábios que sibilam,
Conveniências envoltas em névoas de sedução,
Embalsamadas em papéis de seda da falsa afeição;
A verdade mesclada à mentira,
Atada em ácidas tiras,
Apaga-se das memórias,
Enclausuradas em divisórias,
Do claustro do tempo,
Que tudo apaga, afaga,
Lacrando com a lápide do esquecimento.

COLUNA DO BRENDOW

www.fb.com/ametafisicapoetica

Eu tenho pensado bastante em você.
Talvez, no quanto você já não sirva pra mim.
No quanto seria perturbador te encontrar por aí
e dizer “É, pois é. Até mais”.

É impressionante perceber o quanto somos
ficções de carne, ossos e sonhos,
errantes por aí, blasfemando a indiferença
e o desprezo.

É impressionante perceber que nossos corações
seguem embriagados de medo e insegurança,
e que as lágrimas que caem dentro da gente, 
doem mais do que aquelas 
que todo mundo vê.

Eu finjo ser durão, mas em cada calabouço
inacessível da minha alma, eu tenho uma foto sua
ao lado de um punhado de esperança 
e ilusão.

COLUNA DO LIVINGSTON

(contato)

AOS QUE DECIDEM PARTIR

Impossível compreender sem viver o que o outro vive ou viveu.
Empatia é nobre. Mas, não basta!
Julgamos mal os companheiros que decidiram partir.
Agora é tarde! Seu amor e sua pressa não serviram de âncora.
Nos culpamos — Fomos ausentes?
Amor é liberdade!

Interrogações cortam a carne todo dia.
E a saudade vai se transformando em lembrança fantasiosa.

É preciso ver com clareza e compreensão…
É como ir embora quando a festa está animada.
Todos dançam e riem… Outros, bebem para suportar.
Mas, você quer sair. Voltar pra casa. Está cansado demais.

Nós não passamos de uma casca, um lampejo neste mundo.
Fomos “importantes” para uns. Mas, a Terra continuará girando.
Tudo vai ”bem”, os pensamentos recorrentes já não assombram — são comuns, inofensivos.
Partir também é um jeito de amar.
Seja por uma estrada que vai pra longe, ou um voo pela janela do quinto andar.
Um saco de carne que despenca no abismo do que somos: Nada!
Viva intensamente, mas, saiba a hora de botar o pé na estrada.

Aos que ficam, deixo esses versos secos e poucas lembranças.

ESPAÇO ABERTO

Isabela Campos Coelho.

Flor de Caboclo 
Ouro preto brilhante 
De onde vieste? 
Escrava dos montes 
qual gene herdaste?

Seria um pecado 
Seu lábio silenciado 
Se vistes meu lado 
Seguia o mercado

O plano é fugir 
O Tempo iremos iludir 
Sei que desejas sair 
Prometo viver e sorrir

WEB-CLIPES DE BETIM

MOMENTO CULTURAL Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

Em 2016, participou do Festival Internacional de Arte Contemporânea — Paratissima Lisboa, realizou Residência Artistica e fez 5 exposições em Portugal, sendo uma na cidade de Montijo e 4 em Lisboa.

https://www.fb.com/williammotaartistavisual

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Edição publicada por
Pamela Sobrinho
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