RBC | Ed.95

Imagem: William Mota
“Viver é aproveitar ao tempo, tempo esse que é um dos deuses mais lindos!” Pamela Sobrinho

COLUNA DO TIAGO

www.thvirtual.com

DECORANDO O JARDIM

Enquanto sua voz percorre
As palavras que escrevi
Vou levando novos pensamentos

Quando eu estava nascendo
Você dava seu primeiro beijo,
Um disparate no tempo
Fez nosso encontro assim

Durmo pensando em você
Serenamente escuto o coração batendo
Calmo, compassado, em paz
 
Volto aos versos
A poesia
Aos sonhos
A vida
Ao ser.

COLUNA DA PAMELA

Universo de Pam

Um dia me disseram que 
Eu deveria abrir meu coração para amar
Abrir mão da liberdade de andar
Mal sabem eles que meu coração nao tem fronteiras
Deixo ele a derradeira
Em meus olhos só vejo o mar

Nao é que eu nao queira amar
É porque quando se esta na ribanceira …
Outra opção não há!

To pegando as malas de forasteira
Em outras colinas me aconchegar
Sem esse compromisso de ter que voltar

COLUNA DO TARSO

www.tarsocorrea.blogspot.com.br

ESTRELA GUIA

Mais um ano que se passa de grandes desafios,
Enrolado em fios de dúvidas, medos e incertezas,
Mas no final abrimos nosso coração,
Rasgamos nossos segredos, mostramos nossas vidas e nossa delicadeza;
Somos muitos;
Melquior somos nós,
No suor do trabalho,
Ouro mais puro pelo tempo dispensado;
Gaspar somos nós,
Nas velas, incensos e orações de agradecimento pela vontade realizada;
Baltazar somos nós,
Abrindo nossa alma banhada pela humanidade,
Reconhecendo nossa fragilidade;
Somos nós, muitos somos;
Seguindo o caminho que traçastes, buscando teus passos,
Como uma estrela guia,
Que nas noites mais frias nos cobre de bondade;
Como presentes de agradecimento,
Levamos o ouro, o incenso e a mirra, 
O trabalho, a fé e nosso sofrimento,
O trabalho sem revolta,
A fé equilibrada na razão,
O sofrimento como evolução;
O teu nascimento é nosso recomeçar,
É resgatar a esperança,
Na perseverança do caminhar.

COLUNA DO BRENDOW

www.fb.com/ametafisicapoetica

Seco, castigado e inabitável:
O meu coração é um deserto.
Um deserto onde cultivo um cacto cor-de-rosa.
Por mais que o silêncio do meu deserto seja enlouquecedor
Por mais que a solidão do meu deserto seja aterrorizante
Por mais que o remorso do meu deserto seja mortal
Por mais que a angústia do meu deserto faça mal
O meu cacto cor-de-rosa está lá.
Foi amor à primeira vista: Eu abandonei o litoral por ele.
Abri mão do vento salgado que vinha do leste e da companhia
das gaivotas que vinham do sul.
Ele me salvou, seu sei que sim.
Eu desertifiquei tudo ao meu redor, para manter o meu cacto vivo.
Eu o amo, mesmo não sendo correspondido.
Eu o cuido, mesmo não sendo cuidado em troca.
Eu sou refém dos seus espinhos 
como um assassino o é
de todo o sangue que 
escarra no útero 
do mundo.
Alguém me diz: “- Destrua esse cacto, abandone seu deserto”.
“- Você é jovem demais para crer que essa é a sua única realidade”.
Mas ele continua aqui dentro, causando e acalmando essa sensação — (falsa sensação) — de não estar sozinho.
Talvez, o que me falte seja coragem de migrar para um outro lugar e sepultar o meu deserto numa lágrima sulfúrica, ou no gatilho de uma alma que flerta com a liberdade.
Enquanto isso, eu alimento o cacto cor-de-rosa com toda a minha insegurança e auto-piedade.
Ele é o abraço que me protege do mundo lá fora.

COLUNA DO LIVINGSTON

(contato)

MENINA DA LADEIRA

Te perder fez embrulhar meu estômago
Uma comédia, se essa história nem começou.
Pele bronzeada, sorriso arteiro
Menina mulher, linda!
Meninas não sabem o que querem,
Meninas querem o que não tem.

Descendo a ladeira todo dia
Mudei minha rota só pra te ver … Sim, eu fiz isso!
O seu “não bom dia” coloria minhas manhãs de labuta
Como eu sonhei com o seu sorriso.
Como seria seu cheiro? E o tom da sua voz?

Não acredito em acasos…
Mas, por acaso, o destino nos colocou no mesmo bar
Num dia qualquer. Numa noite fantástica!
Você é mais do que imaginei.

Mas, a menina, a menina da ladeira fez meu coração sangrar
Te perdoo… Talvez não fosse nosso tempo
E essa paixão talvez precisasse amadurecer mais, em nossos sonhos
À distância. Descendo a ladeira…

Como a força de um tanque, o tempo segue! Segue!
Meu bem, eu gostaria de mover o tempo e o espaço
Somos peças de um mesmo quebra-cabeça
Postas em caixas diferentes.

Essa é uma história triste.
Mas, não é a história da minha menina da ladeira.
Essa é uma história triste,
De uma peça sem graça, pregada pelo tempo e pelo destino…

ESPAÇO ABERTO

Isabela Campos

https://www.facebook.com/isabela.campos.1291?ref=br_rs

Fragilidade sentida 
É grande partida
Caderneta comprometida
Sem medo da rima

Viagem movida
imaginação absorvida
Sem rumo de ida
Nem mesmo da vida

WEB-CLIPES DE BETIM

OMENTO CULTURAL Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

Em 2016, participou do Festival Internacional de Arte Contemporânea — Paratissima Lisboa, realizou Residência Artistica e fez 5 exposições em Portugal, sendo uma na cidade de Montijo e 4 em Lisboa.

https://www.fb.com/williammotaartistavisual

PARTICIPE

Envie textos de sua autoria para a Betim Cultural. Eles poderão ser publicados aqui na revista. Interaja também com sugestões, comentários e críticas: participe@betimcultural.com.br

Edição publicada por
Pamela Sobrinho
pamela@betimcultural.com.br
Você pode ler todas as edições da Revista em:
Memorial 1
Memorial 2
Atual

Vamos lá, compartilhe!