RBC | Ed.97

Imagem: William Mota
“ E a arte é assim, uma mistura de cores, sons e amores. Retratada como denominador comum de todas as histórias, inspirados na arte de um novo amanhecer” Pamela Sobrinho

COLUNA DO TIAGO

www.thvirtual.com

ESPERE O INESPERADO

O que fazemos aqui?
Quero minha liberdade
Sem vergonha, sem medos
Para fazer o que desejo
Afinal
Isso não é o final

Vai passando os anos
Moro no passado de alguém
Mas não posso viver ali

Vejo o futuro
Não sei o que vai acontecer
E isso é fascinante:
Não saber do amanhã

Quem sabe nos encontraremos
Você vai saber
Porque eu nunca sei,
Eu nunca sei.

COLUNA DA PAMELA

Universo de Pam

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco. Gabriel Garcia Marques (Memórias de Minhas Putas Tristes — Pg. 74)

A nossa própria natureza transgredi nossas opressões, sou como um pelicano no deserto, buscando ardentemente por uma miragem de água, ou será a ilusão de que eu posso concertar as coisas que vem e não as que vão.

Em minhas indomáveis indecisões quando não sei onde vou, sei apenas que moldo-me para que não vejas minhas incertezas, diante de um sol brilhante de luz ofuscante escondo dentro do meu ser todas as indecisões que alguém tão decidido não pode ter e eis a questão ser ou não ser, amar ou não amar, ser eu ou apenas aquilo que os outros projetam de mim mesmo, eis enfim meu maior castigo, não ter a certeza de quem eu sou, apenas sei que em minhas memórias douradoras de um espaço de tempo pouco ofuscante um dia tive a certeza de nada mais será como já foi num inicio claramente memorável.

Sim, incontestável incerteza de um ser incapaz de definir onde ou quando deve agir, apenas seguindo o vento, num movimento inerte deixando assim a vida passar.

COLUNA DO TARSO

www.tarsocorrea.blogspot.com.br

Escrever o Sonho

O tempo passou e não tive tempo para o tempo,
Trabalhei desde menino, abraçado ao cabo da enxada,
Brigando com a terra ressecada,
Maltratando minha alma magoada;
Acordava com a noite banhada pelo relento,
Pegava minha matula e ia para o campo,
Ganhar meu sustento, cantando meu pranto;
É, o tempo passou e hoje com as mãos tortas e calejadas, visão embaçada,
Aperto o lápis tentando expelir as letras,
Que teimam em sair tremidas no papel,
Como hieróglifos ininteligíveis, garranchos sofríveis;
Sou um cego que vê o mundo e não entende,
Nos neons e outdoors,
De vários tons e sons;
Sou dependente neste mundo restrito, menor;
Hoje, quero ser e ter um mundo maior,
Deixar o obscuro , saltar este muro,
Ser acessível,
E, tornar meu sonho possível.

COLUNA DO BRENDOW

www.fb.com/ametafisicapoetica

Saudade é um troço fodido. Uma espécie de inquietação sem jeito que desponta no peito, e que só passa com uma dose cavalar de humilhação e rejeição. O ser humano vive com saudade. Vive com saudade até do que nunca teve, do que nunca existiu. Somos cemitérios errantes, soltos por aí. Em cada coração, um amor em coma, respirando com a ajuda de aparelhos. Insistimos em prolongar a sobrevida daquilo que já morreu. Eu preciso tomar no cu pra me alimentar de algum vestígio de dignidade. Creio que todos nós sejamos assim. A nossa capacidade de amar precisa ser mutilada por outra pessoa, até que nos tornemos indivíduos amargos e tristes. E não há quem dê jeito na humanidade, não há quem reinvente as maneiras de amar. Somos vira-latas famintos de sentimento: Fuçamos o lixo em busca de amor. Sempre apanhamos e nos machucamos por isso. Mas a fome grita, e mesmo sabendo que vai doer, voltamos ao lixo.

COLUNA DO LIVINGSTON

(contato)

Dependência

Gostar de você é:
Um tiro no pé
A ausência.
Roleta russa com tambor recheado.

Gostar de você é:
Um cálice de veneno
Estar só, sob um mesmo teto,
No mesmo bairro.

Gostar de você é:
O inferno e o céu.
Uma droga!
E eu, sou um viciado.

COLUNA DA ISABELA

https://www.facebook.com/isabela.campos.1291?ref=br_rs

Amores e Ódios

Pesado ou leve
As vezes entristece
A fase mais pura
Diferente loucura
Releve

Discuta
Pois não há aquela cura
Seja o que quiser
Neste universo que lhe procura

ESPAÇO ABERTO

Luciana Chaves

Simplesmente um abraço.
Singelo, triste e veloz.
Da fúria insana que foge da luz.
Apertado, talvez?! Nem tanto…
Perfume sem cheiro,só sente.
Aconchego de quem chega; e se vai com medo
de nunca mais ser o mesmo de outrora
De lágrimas e sorrisos também.
Que encanta o sentido da necessidade 
de se abraçar.
Desejo, amigo, paterno, materno, 
de vida num simples olhar
Um beijo na testa, vários sem parar
De qualquer jeito se despedem como beija-flor.
Tão desejado, encontrado, no entanto, as vezes negado.

WEB-CLIPES DE BETIM

MENTO CULTURAL Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

Em 2016, participou do Festival Internacional de Arte Contemporânea — Paratissima Lisboa, realizou Residência Artistica e fez 5 exposições em Portugal, sendo uma na cidade de Montijo e 4 em Lisboa.

https://www.fb.com/williammotaartistavisual

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Edição publicada por
Pamela Sobrinho
pamela@betimcultural.com.br
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Memorial 1
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