RBC | Ed.98

Imagem: William Mota
“ E a arte é assim, uma mistura de cores, sons e amores. Retratada como denominador comum de todas as histórias, inspirados na arte de um novo amanhecer” Pamela Sobrinho

COLUNA DO TIAGO

www.thvirtual.com

FELICIDADE FALSA

Vejo seu sorriso
Sim eu vejo
Mas não sinto como sentia
Será que mudei?
Ou será o seu sorriso?

Não sei
Somente acho
E o que encontro em mim
Pode ser que esteja em você.

COLUNA DA PAMELA

Universo de Pam

Tudo tem seu tempo, seu momento, sua gloria. Para que seja perfeito, tem que ser feito com a calma, a paciência e a determinação de poucos. Para que seja eterno, é necessário muito mais do que se pode imaginar. Que a liberdade seja sempre minha substância, que nada me sujeite, me limite ou me impeça. Tudo o que se faz com amor se tem força para enfrentar o que sujeita, limita e impede.

Tempo … tempo … tempo … tempo
És um dos deuses mais lindos
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido (Oração ao Tempo — Caetano Veloso)

COLUNA DO TARSO

www.tarsocorrea.blogspot.com.br

COTIDIANO ARRASTADO

No cristalino dos meus olhos,
O reflexo do concreto se condensa;
No compasso do relógio,
Vejo pessoas atabalhoadas,
Em um mundo que passa em flashs de multicores,
Misturas de neons, sons e energias agrilhoadas;
Passa o dia vem à noite,
De seres buscando a compensação, o alcalino;
Consciências em litígios,
Entre o sinônimo e o antônimo,
Buscando algo que lhes compensem;
Com suas dores, momentos cinza sem cores,
Vidas opacas que se misturam, embrulham;
Neste caldo chamado sociedade;
Entre lágrimas e sorrisos num mundo pela metade,
Buscando renovar o tempo, na esperança de um novo dia;
Mas tudo reinicia, no mesmo compasso,
Arrastado pelo cotidiano, levado pelo medo do desconhecido,
No mesmo ritmo desta massa disforme,
Na letargia de quem dorme,
Em um lapso temporal perdido,
No mesmo passo, raso, 
Lasso.

COLUNA DO BRENDOW

www.fb.com/ametafisicapoetica

Pantera.

Encara-la nos olhos, é tragar a mistura das sensações de paz e temor.
Homogêneas, feito a sincronia das asas de uma borboleta azul.

Encara-la nos olhos, é sentir-se num templo budista nas montanhas,
Porém, com a sulfúrica sensação de estar na mira de uma pantera.

Uma pantera exuberantemente bela e enigmática,
Que num rugido, faz o improvável deitar raízes
Sob a linha tênue que une a sua alma errante
Ao seu apego por cada pôr do sol que
Lhe dedica poemas de amor.

De certo, até a lua se inquieta ao vê-la bailando por aí.
De certo, até a lua se esforça para brilhar mais, só para banhar
Os cabelos longos da pantera.

De certo, até o vento queria ser um tigre, para quem sabe, ter sua atenção. 
De certo, até o vento sente-se realizado por poder deslizar feito uma serpente
Nas curvas sinuosas e mortais da pantera.

Encará-la nos olhos, é enxugar o mar com um pedaço de pano.
É embriagar-se e nunca mais querer estar sóbrio.

Encara-la nos olhos, é dançar. 
Um reggae lento 
Com Deus.

COLUNA DO LIVINGSTON

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Um lar sem poesia

Não sei porque doeu tanto
Se era tudo que eu queria.
Fui embora mesmo!
Parti no fim da tarde
De uma terça-feira.
Manhã, e eu já sabia:
Aqui não piso mais!
Frescor de creme dental
Misturado a velhas promessas:
“Vamos ficar bem?”
No último abraço,
Senti pulsar um coração arrependido.
Orgulho… Segui em frente.
Na mala
Umas roupas, uns versos
E a liberdade.
Passos incertos…
O vento bateu forte o velho portão azul.
Lágrimas…
Fui embora mesmo
De onde não havia mais
Poesia!

COLUNA DA ISABELA

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Místico ou cultura?

Olhe para o lado 
Não será multado 
Sorte ou abençoado 
Qualquer que tenha pensado 
Antes de ficar ajoelhado 
Se livrar não é errado 
É lugar pra condenado 
Aquele cortiço abandonado 
Sem lugar igualado 
Salve o trono invejado 
Salve a terra mal amado!

ESPAÇO ABERTO

Brian Taylor — Facebook

Fiz de suas palavras minhas razões
Com minhas atitudes ilusões
Como uma criança chora
Era eu ao te ver ir embora

Você foi deixando para trás memorias
Restando em minha mente apenas historias
Imagens e Fotografias
Relembrando para sempre como foram nossos dias

Em mim, só sinto uma parte.
A outra se foi com você
Te vi escapar pelos meus dedos
E a culpa foi dos meus dedos

Fui receoso ao me enxergar
Com medo de me apaixonar
Mas de nada adiantou
Pois meu coração facilmente você conquistou

Lembranças poderiam ser mais que memorias
Minhas historias seriam verdades
Minhas palavras te trariam de volta
E minha ilusão se tornaria paixão.

WEB-CLIPES DE BETIM

MENTO CULTURAL Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

Em 2016, participou do Festival Internacional de Arte Contemporânea — Paratissima Lisboa, realizou Residência Artistica e fez 5 exposições em Portugal, sendo uma na cidade de Montijo e 4 em Lisboa.

https://www.fb.com/williammotaartistavisual

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Envie textos de sua autoria para a Betim Cultural. Eles poderão ser publicados aqui na revista. Interaja também com sugestões, comentários e críticas: participe@betimcultural.com.br

Edição publicada por
Pamela Sobrinho
pamela@betimcultural.com.br
Você pode ler todas as edições da Revista em:
Memorial 1
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