Repelir e se gabar

Todos nós temos algumas coisas que nos causam tristeza, não importa o contexto. Hoje vou falar de uma que me causa tristeza e repulsa: gente que se gaba.

Há anos faço, cá e acolá, o mesmo discurso: “se você tem orgulho do carro que você tem, ótimo. Ah, tem orgulho de sua família, bacana. Tem orgulho dos seus diplomas, puxa, que legal”.

Mas se não quer “cativar” a antipatia do mundo ao seu redor, deixe que este orgulho seja natural, discreto.

É consenso geral das pessoas mais próximas à mim: eu tenho preguiça da vida em sociedade. Mas é bom que não se confunda duas coisas distintas. Eu amo ter pessoas boas próximas à mim, mas eu tenho muita (mas MUITA) preguiça de sair da minha casa, do meu canto sossegado, para ir até uma reunião/festa/evento em que eu tenha que SUPORTAR gente estúpida e gente se gabando.

Quer conversar, ouça também.
Quer argumentar, ouça os outros argumentos.
Quer falar asneira, esteja ciente que eu não sou obrigado a te ouvir.
Quer falar que Xuxa merece minha admiração pela carreira dela, fale, mas não espere minha aprovação.
Quer me dizer que tudo está errado (ou o contrário), diga, mas não espere que o aplauda.
Quer me falar que seu carro é mais foda que o meu, legal, mas não espere que eu tente contradizer você porque eu não irei.

É simples assim: eu não tenho paciência com gente estúpida e gente que se gaba. E é por estas, e outras, que eu me dou ao direito de permanecer em casa, na maior parte do meu tempo livre.

Isto se aplica à tudo e todos. Conhecidos, colegas, amigos, familiares, podcast, youtubers, etc. Se gabou demais, foi estúpido, pronto, você cativou minha rejeição à você.

Por hoje, é só… volto quando estiver mais calmo.

Mentira, este dia possivelmente nunca chegará.
Volto quando tiver algo a dizer.

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