Quantas respostas, quantas vidas, quantas noites mal dormidas, quantas conversas bem ou mal sucedidas, se esconderam no nosso silêncio? Eu não sei. Nem você. Mas é melhor assim (pelo menos é nisso que a gente tenta acreditar). Eu beijei outras bocas e confesso que nenhum beijo chega perto do teu. Abracei outros corpos, escorei minha cabeça em outros ombros, fiz cafuné também. Mas não era você. E involuntariamente, tudo se torna nojento quando não é você. Eu desabafei e citei teu nome 20 vezes, falei da gente até cansar, aí depois num gesto de consolo e tentativa de me pegar, o cara abraçava e em seguida conseguia o feito de me beijar. Só que eu fechava os olhos e queria você. Um beijava muito rápido, outro beijava muito babado, outro beijava muito seco, outro beijava morrendo. O nosso beijo era perfeição, era equilíbrio, era tesão e romantismo. A gente tinha uma sintonia que é difícil explicar. Eu sinto falta de tudo isso, de tudo que a gente era, do nosso eterno amor. Eu sinto falta da nossa amizade, do nosso companheirismo, das nossas tardes… Eu sinto falta de ter você, amor. Se a vida fosse fácil como a gente pensava, eu te procurava agora mesmo, ia na tua casa, ou mandava esse texto, mas infelizmente não dá. E eu tô com medo, tô carente e sozinha. Mas eu não quero me perder. Não quero, juro que não. Você me conhece, conhece de verdade, conhece minha alma, meu coração. Eu não quero me perder. Se você achar isso um dia, só lembra disso e entende: eu não quero me perder.