ocos

agora numa magreza exagerada que expunha o oco, é o que penso, é o que me parece / um corpo secando ao longo dos dias, numa amostragem de ossos grandes e frágeis, feito quem os têm /

a magreza excessiva em que havia falta de tudos, de todas substâncias boas possíveis / mas buscava / um rosto ossudo que teimava usar o marcado dos traços para mostrar-se forte, e convencia / parecia extrema e forte em cima de si, parecia ostentar um rosto seguro que não vê dor /

doía demais e o corpo teimava / emagrecia a olhos não vistos, era susto quando observava num depois / doía demais e sentia / faltava-lhe carnes e ancas para sustentar aquilo tudo /

o corpo teimava enquanto ela desistia.