A gente malha, mas se aborrece
Laís Fardin
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Muito legal seu texto, Laís, e obrigada por ter compartilhado! Eu também sempre fui acima do peso e convivo com esse amor e ódio pela academia há anos. Eu acho que muito dessa vergonha que a gente tem e desse comportamento babaca das outras pessoas vem lááááá da época da escolinha, quando tinha aula de educação física e o professor obrigava todo mundo a fazer o mesmo esporte. Dia de vôlei: Fulaninha é ótima de vôlei, o corpo dela se adapta bem ao esporte, mas Sicraninha não, então ela cai e é motivo de risada pros colegas. E o professor deixa Sicrana deixa de jogar vôlei? Não, ele fala "levanta e tenta de novo" durante um semestre inteiro, às vezes anos, até a Sicraninha criar uma aversão tipo PTSD em relação ao vôlei. E precisava? Não, né. Então, se o ensino de esporte fosse mais inclusivo pra se adaptar às necessidades de cada aluno, certamente hoje em dia não teríamos as toscas (e toscos) da academia que ficam rindo de qualquer coisa. Sua atitude foi muito boa. Tem que continuar fazendo o que você gosta e tratar essas pessoas que nem criança: ignora que uma hora elas param. Ou ainda, num dia de fúria, encarar e perguntar "oi, desculpa, do que vocês tão rindo? tem alguma coisa de errada?" porque a pessoa perde o chão na hora, sabendo que tá errada. Enfim, ansiosa pra ler mais textos seus! :D

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