Miguel Bakun deixa importante legado à artistas paranaenses

"O Pessegueiro" Miguel Bakun

Após 53 anos de sua morte, Miguel Bakun ainda é influência e referência para artistas contemporâneos do Paraná. A impecável qualidade de seu trabalho é um legado que inspira os pintores das paisagens curitibanas e também os que se arriscam a desenhar o mundo.

É o caso de Plácido Fagundes, um simpaticíssimo pintor Curitibano, apreciador do contato entre artista e cliente e, por isso, vende seus quadros na Feira do Largo da Ordem aos domingos. Foi narrando sua paixão pela França e seu encontro com a realização profissional ao pintar e ser reconhecidos por seus quadros contemporâneos, ainda contou sobre a influência e admiração por Miguel Bakun. Segundo ele, a identificação com o artista se dá principalmente pelo uso de características do movimento impressionista em suas obras, a liberdade nas pinceladas e o uso ousado de cores vibrantes. 
Dos seus 64 anos, Fagundes dedicou 40 deles à paixão pela pintura, e afirma que durante esse tempo e, por fazer parte da vanguardista paranaense, o nome de Miguel Bakun é constantemente lembrado como ícone da arte moderna regional.

Plácido Fagundes / Foto: Natália Damascena

Para falar de Bakun nos dias de hoje, conversamos com a estudiosa de suas obras, Eliane Prolik, artista plástica curitibana. Por meio de suas pesquisas, Prolik concluiu que o artista é “importante para o entendimento do modernismo na arte brasileira, que não pode ser lido apenas pelo que foi produzido em São Paulo ou no Rio de Janeiro”. Influenciada por ele, a artista trabalha com o tridimensional e está inserida na arte contemporânea. Além disso, em 2009, promoveu a mostra “Miguel Bakun: A Natureza do Destino” que não se limitou às obras e veio acompanhada de um livro, intitulado com o mesmo nome. Exposição que foi marcada pelo sucesso, reconhecimento e apreciação não só dos artistas locais, mas do público em geral.

Capa do livro elaborado por Eliane Prolik

O que chama atenção é a sua popularidade não só pelo meio dos populares e grandes artistas mas também pelos chamados “artistas de rua”, como o caricaturista Marcos Barreto.

O pintor autodidata dedicou toda sua vida à arte, foi influenciado por Van Gogh bem como Guido Viaro e tem sua maior produtividade na década de 1950. Suas pinturas se caracterizam por tons melancólicos e o embate entre o homem e a natureza, deixando qualquer expectador boquiaberto pela sua técnica e coloração.

“O artista em manuscrito de 1960 escreve: “Vida, luz e movimento são predicados que necessito em meus quadros.”” Conta Eliane Prolik.

Após forte depressão causada pela crise econômica e o conflito de identidade, Miguel Bakun tem fim trágico com o suicídio, cometido por ele em 14 de fevereiro de 1963, aos 53 anos de idade. Certamente, uma perda à arte regional.

Onde encontrar Miguel Bakun

· O Museu Oscar Niemeyer possui um acervo vasto que contém obras do artista, assim como de Poty Lazzarotto, Alfredo Volpi, João Turin, entre outros.

· Colégio Estadual do Paraná: Curitiba/PR.

· Biblioteca Pública do Paraná: Curitiba/PR.

· Museu de Arqueologia de Paranaguá: Paranaguá/PR.

· Clube Concórdia: Curitiba/PR.

· Sociedade Thalia: Curitiba/PR.

· Clube Curitibano: Curitiba/PR.

· Graciosa Country Clube: Curitiba/PR.

· Círculo Militar do Paraná: Curitiba/PR.

· Museu de Arte da UFPR — Universidade Federal do Paraná: Curitiba/PR.

· Fundação Cultural de Curitiba: Curitiba/PR.

· Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná: Curitiba/PR.

· Palácio Iguaçu: Curitiba/PR.

· Museu de Arte Contemporânea do Paraná: Curitiba/PR.

· MUMA: Curitiba/PR.

· Castelo do Batel: Curitiba/PR.

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