Beatriz
Beatriz
May 28 · 1 min read

Bate a pancada do sangue nos meus olhos quando acordo

E não acordo pro dia ou pro sol

Mas pra vida e pro processo criativo

E pra tudo aquilo que faz minha boca salivar

Selvagem

Porque há vida demais cobrindo esses ossos e unhas afiadas demais

Pra não perfurar, rasgar e destruir

Renovar tudo aquilo que não se ajoelha devotadamente aos pés de minhas vontades

E do grito inquietante em meu coração que não se satisfaz e não se subordina

Abro os olhos como se abrem as rosas

Vermelhas de sangue

Beatriz

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Beatriz

Estudante de Direito, apaixonada pelos grandes impactos de poucas palavras.