Para mim, um bom filme traz uma lição de vida. E uma que me tocou profundamente está em Uma Linda Mulher com Julia Roberts, a atriz preferida da minha mãe. Nós sempre assistíamos juntas ao longa, mas achava boba a história de amor, até que um dia enxerguei a história de amor próprio que contava.

Em uma cena, Roberts diz: “Às vezes as pessoas nos diminuem e a gente acredita nisso.”

Essa é uma das maiores verdade que aprendi em um filme e é muito direcionada a mim.

Em uma sessão com minha psicóloga, eu vivia repetindo que não podia trabalhar com a voz, porque não era “boa”. Então, ela perguntou: “Você realmente acredita nisso, não é? Quem disse isso?”

Eu citei nomes, mas não a convenceu. Só depois eu me dei conta do quanto tinha tornado aquela afirmação real. Tenho dificuldades de ouvir minha voz sem ficar agoniada com os mil defeitos que encontro toda vez que me ouço.

Minha voz pode até não ser boa, mas é errado se sentir mal consigo mesma. É preciso querer melhorar e persistir, não se lamentar.