Da guerra ao amor

Fome. Miséria. Guerra. É assim que Maria de Nazaré descreve sua infância. Nascida em 1939, em uma aldeia muito pobre de Portugal, em meio a um cenário de Guerra Mundial. A vida? Não foi fácil. Ela se lembra de chorar para a mãe pedindo um pedaço de pão, e com saudades do pai, Herlander, que estava no Brasil.

Quando a Guerra acabou e o pai conseguiu retornar a Portugal, aos oito anos de idade, junto com a mãe, Irene, e a irmã, Fernanda, ela veio para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. No total, a viagem de navio durou longos quartorze dias, que só Nazaré sabe como demoraram para passar. “Foram dias e dias que eu vi somente céu e água, era uma agonia sem fim”, contou a senhora.

Para se instalar na cidade, também foi preciso batalhar. A primeira casa que a família comprou foi no Méier, aonde viveram por muito tempo. Em uma época que ainda não existia televisões, Nazaré lembra de brincar na rua com as amigas e de andar de bicicleta.

E, foi no mesmo bairro o qual viveu a maior parte da vida, que a senhora conheceu seu primeiro amor e futuro marido, José, que também veio de Portugal. Juntos, tiveram dois filhos e uma filha, uma casa, e uma vida bem diferente do que Nazaré viveu no passado.

Hoje, com 78 anos e viúva hà 15, ela conta que não tem como agradecer o que o Brasil fez por ela. Com sete netos e dois bisnetos, Nazaré é o motivo de orgulho de qualquer um que pare pra escutar sua história!

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