3.sp

Bia Amorim
Jul 10, 2017 · 1 min read

Três dias em São Paulo. Voltei pensativa. Na sexta fui ao centro almoçar e tomar café. Vi uma comida incrível e mesas lotadas. Passei por uma cafeteria discreta e aromática. Conforme o tempo passava mais gente chegava e o café rodava. Coisa boa, coado, frutado, com escolha da torra e detalhes da origem. Barato. Mais tarde fui na Oscar Freire, mas do lado de lá, não dos Jardins. Uma rua mais normal, com uma galeria de arte e um mini bar. Tão pequeno que caberia em uma caixinha. Tão incrível. No sábado, já no lado dos Jardins, trabalhei em um evento onde tinha uma sinestesia organizada. Comer, beber, ouvir e ver. Domingo não foi diferente. Acordei no centro, na bossa. De lá fui novamente ao jardim. Do meio a borda. Do café ao poché. O que me fez pensar muito, foi que em todos esses lugares que eu passei, tinha cerveja artesanal. Não necessariamente como um destaque. Mas fazendo parte do contexto. Vivendo ali sua tribo, no meio de tanto vinho, de tantos coquetéis, de pratos bem executados. Saímos para viver além das casas especializadas, das torneiras, do mundo sommelier. A cerveja entre cafés, a cerveja entre negronis, a cerveja no meio do chá. Foram dias incríveis, gastronomia como discurso e prática.

Bia Amorim

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do not worry, I drink beer