Projeto A Gente Transforma, uma Inovação Social

Imagem: Campanha A Gente Transforma

Em uma de suas publicações, a Stanford Social Innovation Review, diz que “Inovação Social é uma nova solução para um antigo problema social. Uma solução mais efetiva, eficiente, sustentável ou justa que as soluções existentes, e que, prioritariamente, possa gerar valor para a sociedade como um todo ao invés de beneficiar apenas alguns indivíduos”.

Com iniciativas de empreendedores sociais, muitas empresas buscam evoluir suas relações com seus clientes, desenvolvendo estratégias mais inclusivas e criando inovações oferecendo valor para grupos de pessoas e dando acesso a certos produtos e serviços. Algumas vezes, conseguem ir além, gerando renda nas comunidades e permitindo o empoderamento desse grupo de pessoas.

Marcelo Rosenbaum é desses empreendedores sociais, que sempre lutou para que o design e a beleza fizessem parte de todas as realidades sócio-econômicas do Brasil. Projetos sociais sempre estiveram presentes no DNA da sua empresa que, por sinal, não faz “só” design, arquitetura e decoração há muito tempo. Neste contexto, Rosenbaum e sua equipe aplicam a inovação social na comunidade de Várzea Queimada no Piauí. O futuro da internet, celulares, da água encanada, da energia elétrica e do asfalto, ainda está longe de chegar hà Várzea Queimada. Mas o atraso nas necessidades básicas tornou esse lugar perfeito para ser transformado. Junto com a comunidade do povoado, o grupo desenhou uma nova possibilidade de futuro para essas pessoas com geração de oportunidades econômicas e sociais. O objetivo do projeto era ampliar e qualificar a percepção da produção artesanal criada, torná-la parte da decoração brasileira, contribuindo para a valorização de mercado de peças artesanais.

A experiência em Várzea Queimada possibilitou aplicar a metodologia que chamamos hoje de Design Essencial — que é olhar para uma cultura, potencializar seus valores em projetos que inovam e mudar a realidade através do design. Em Várzea Queimada havia cestos feitos com a palha de carnaúba e fabricados por técnicas passadas de geração em geração e que ninguém dava valor. Com a ajuda do projeto, os cestos viraram peças de design e que estampam capas de revistas hoje. Em resumo, foi um resgate do passado e geração de renda para melhorar a qualidade de vida dessa comunidade.