No caminho do bem

Ao sair da casa de amigos ainda pela manhã, não sabia que rumo tomar. Foi pra casa, já sabendo que a estada seria breve e logo um novo desafio surgiria.Decidiu ir viver.
Saiu de casa desatenta, despida de vergonha, com passos curtos aproveitando cada brisa que despenteava seus cabelos, bagunçava os pensamentos e soprava em direção a liberdade.
Reencontrar sua alma gêmea que mesmo próxima, ausentou — se da mesma. Já ali a primeira satisfação do dia, pensou:
-”Ela tá meu lado,tá tudo bem.”
Perambularam pelas ruas como se andassem pelos corredores de suas casas, buscando cada uma seu espaço em comum.
-”Vamos tomar um café.”
Se instalaram por ali,entre aroma de café, luzes amareladas de raios de sol, suspiros alucinados, baforadas em uns cigarros de autoafirmação, olhares indiscretos por todos os lados.
E o pôr do sol veio anunciar o fim daquele dia, pra daí então a Dona Lua seguir guiando.
A Lua cumpriu muito bem sua tarefa, iluminou o caminho da tão sonhada liberdade.
Liberdade tão intensa que tão logo foi embora. Por “muito” pouco tempo a alma transcendeu o corpo. O corpo que virou mero instrumento de suas virtudes. O que os olhos viam ia além do que se vê. A energia era surreal, todos vibrando no mesmo sentido. Todas energias canalizadas para o bem.
Por fim, volta pra casa com a sensação de dever cumprido, já que na saída de casa pela manhã ela não tinha nada planejado, mas acabou voltando cheia de histórias pra contar.