Vida de mestranda

Vida de mestranda tem sido… complexa.

Por um lado, estar na condição de mestranda é algo que antecipei e pelo qual trabalhei por muito tempo. A estrada foi conturbada até aqui, caí inúmeras vezes e levantei inúmeras vezes, tentei muito, com muitos insucessos… Enfim, construí muito caráter…

Acreditava, inocentemente, que depois de conseguir entrar em um programa, que por ser mestranda, que por finalmente alcançar o objetivo almejado, tudo seria mais fácil, mais claro. Ledo engano, óbvio. Mas…

A realidade tem sido complexa. Um exercício de equilíbrio entre 1) sentir-me brilhante quando consigo compreender, analisar e sintetizar algo, quando percebo avanços na pesquisa, quando meu trabalho é validado por outros; e 2) sentir-me a criatura mais ignorante da face da Terra quando surgem adversidades, quando não entendo algo complexo — e fora do meu campo de formação, quando não consigo materializar meus quinhentos mil fragmentos de pensamentos em algo sólido e compreensível.

Resumindo, minha condição de mestranda: tem sido um exercício constante em humildade, em empatia, em reconhecer meus limites, minhas fragilidades. Aprender a dar tempo ao tempo, a confiar no processo, em mim mesma e nos colegas, professores, familiares, amigos, conhecidos, informantes, desconhecidos, sem os quais não teria chegado onde cheguei. Reconhecer que não tenho que dar conta do Universo, apenas de uma pequena estrelinha. E também aprender a reconhecer minhas forças, porque nem só de negativos vive a mulher (principal lição, btw).

Parafraseando o famoso provérbio africano, “É preciso uma vila inteira para formar um mestre”.

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