Bikes Elétricas

Quer saber como o mercado de Curitiba está interagindo com essa novidade?

Que o trânsito das cidades está caótico, todo mundo já sabe. Que as bikes são uma aposta sustentável, econômica, saudável e prática, todo mundo também já sabe. A novidade agora é o aumento no uso das bicicletas elétricas, uma tendência no mercado atual. Com motores e baterias pequenos, estão cada vez mais leves, fáceis de usar e tentadoras.

Elas funcionam com um motor elétrico, alimentado por uma bateria recarregável e controlado por um regulador de potência que funciona como um acelerador. O motor pode ser embutido no cubo da roda dianteira ou traseira ou pode também acionar o pedivela. O bacana é que a maior parte dessas bikes elétricas consegue fazer de 20 a 60 quilômetros, distância geralmente suficiente para não dar dor de cabeça nos deslocamentos diários.

Obviamente, esse número pode variar em função da qualidade e do estado da bateria, do terreno, do peso do ciclista e da velocidade. Outra boa notícia é que a bateria leva poucas horinhas para ser recarregada, em média de três a seis horas. É um tempinho mais que suficiente para dar aquela descansada e recuperar as energias para o próximo uso. Ainda, tem uma vida útil entre 300 e 800 ciclos completos e durabilidade média é de três a quatro anos.

Nesse mundão enorme, existem algumas empresas que se destacam quando o assunto é as bikes elétricas. As principais são:

  • A2B: é uma marca alemã extremamente inovadora que, desde o início, queria dar um up nos meios de transporte. Em 2008, lançaram a primeira bike totalmente elétrica, com seu próprio sistema de motor interno, isso sem falar no design diferentão criado pela marca.
  • Yike Bike: com sede oficial na Nova Zelândia, ela fabrica seus produtos para um número seleto de clientes, por conta de seus valores sustentáveis. Está presente em 275 cidades e possui 31 marcas e patentes. Seus modelos são engenhosos. A bicicleta pode ser dobrada e todas são muito leves, a mais pesada delas tem menos de 15kg. Sua bateria é recarregada em 1 hora e tem autonomia para fazer até 23km.

Já no Brasil, o mercado das bicicletas elétricas ainda não está muito firme não. Um dos motivos é o alto custo de produção, por conta da necessidade de importação de boa parte das peças. Ainda, as empresas que vendem esse produto são de pequeno a médio porte, sem muito din din para investir em sua expansão. Mas calma, isso vai mudar! Com todas as discussões sobre sustentabilidade, mobilidade e ciclovias em alta, o cenário causa otimismo e a estimativa é que as vendas se multipliquem nos próximos 4 anos.

Separamos duas empresas que se destacam no cenário das bikes elétricas do Brasil. Grave esses nomes:

  • Dafra: está no mercado brasileiro desde 2008. É conhecida pela venda de suas motocicletas, e já foi a 3ª marca mais vendida do país. Agora, a empresa aposta na venda de bicicletas elétricas, pois acredita que esse meio de transporte tende a crescer no país. Eles garantem um produto leve e com alta durabilidade de bateria. O modelo DBO inova pois, por exemplo, pode ser dobrável.
  • Lev: a empresa foi fundada em 2009 quando, após uma viagem à China, um dos fundadores da Lev se encantou com as bicicletas elétricas de lá e resolveu trazer essa tecnologia ao Brasil. Seus produtos vão desde o retrô até os mais modernos, também possuem um modelo que pode ser dobrável. Seus preços variam de R$ 2.180,00 à R$ 5.490,00.

E pra você, curitiboca que quer facilitar seus passeios pelos parques da cidade e está animado com as novas ciclovias, tem que ter um pouquinho de paciência para usufruir das bikes elétricas.

Muitas bicicletarias reconhecidas em Curitiba resistem à entrada das bicicletas elétricas em seus negócios. Os motivos encontrados estão relacionados à uma questão de “fidelidade ao pedal” ou mesmo à dificuldade nas vendas, sendo assim, é difícil encontrar modelos com motor elétrico em lojas especializadas.

A maioria das elétricas disponíveis são vendidas em lojas de eletroeletrônicos, por representantes de marcas ou diretamente pela internet. A Cicles Jaime, representante da Caloi, por exemplo, já comercializou modelos elétricos, mas pela baixa demanda, não encomendou novas unidades quando o estoque se esgotou. Segundo eles, a procura foi pequena e o investimento foi alto. Os modelos elétricos custam entre R$ 2,2 mil e R$ 5 mil. Outro problema que a cidade está enfrentando na venda das bicicletas elétricas, é a omissão das leis de trânsito necessárias para a utilização do produto, ou seja, o cliente compra sem ao menos saber quais são as medidas necessárias para poder utilizá-la.

Espero que esse texto tenha te ajudado a tirar suas dúvidas sobre esse novo veículo que vai bombar nos próximos anos.