Idolatria do sujeito
Desde quando eu comecei a desenvolver o habito da leitura e a admiração plausível pela literatura, tenho visto mais pessoas idolatrando sujeitos que se declaram com frases bonitas e cultas, em certos momentos até mesmo quase incompreensíveis, minha maior admiração pela literatura é sim a forma variada e o conjunto de palavras que conseguimos juntar e de formas diferentes para transparecer frases de formas mais cultas e formais, mas não podemos esquecer de que não só de palavras cultas são feitos artigos realmente memoráveis, Einstein já dizia “De nada adianta o conhecimento se você não consegue fazer com que o próximo entenda”, então de nada adianta falácias com palavras formais e delicadas, se o público não as entende.
Mas não é para esse tópico que escrevo esse texto, escrevo esse texto com o intuito de declarar minha mais real insatisfação com a idolatria que as pessoas colocam em seres influenciadores ou políticos, quando escutam certas declarações. Não vejo em nenhuma dessas declarações realmente sinceras ao ponto de levar como verdade absoluta, mas apenas uma difusão de ideia que essa pessoa leu em livros de autores renomados, que juntamente com essas leituras decidiu montar seus argumentos sem ao menos citar algumas das suas bibliografias, volto a dizer, minha crítica não é a quem vos cita tal argumentação, mas sim ao entendedor que os idolatra de olhos vendados, como já disse em algumas outras postagens que fiz, não sou a fã do narrador da ideia mais sim da ideia em si.
Um dos principais problemas da idolatria do sujeito é o fanatismo que o leitor tem pelo narrador, quando concorda com o que o narrador o fala, deixando assim, de lado, o benefício da dúvida de entender que o narrador fala é de todas verdade ou mentira, que é o principal problema do fanatismo.
Gabriel José Pereira.
