Sobre Montevideo — parte 1

Abri o notebook para trabalhar e acabei criando um blog para compartilhar meu tempo em terra uruguaias. Foram 6 dias, um portuñol bem capenga e histórias para contar até ano que vem.

Primeiro a decidir: onde ficar? Não tenho problemas com hostels apesar de já ter passado muito perrengue. A cidade no mapa já parecida bem grande, as indicações de lugar para ficar variavam e as reviews me deixavam cada vez mais indecisa. Coloquei um anúncio público no couchsurfing para ver no que dava… e no que deu…! Um rapaz muito simpático e com ótimas recomendações veio falar comigo e logo acertamos tudo, eba! Se você for novo com o conceito de couchsurfing, saiba que existe mais ou menos uma regra de etiqueta, não pense só em hospedagem grátis! Foi minha terceira vez sendo hospedada. Gosto de dar lembrancinha (de preferência algo do meu país ou região onde moro), tento ajudar nas tarefas domésticas e se pá cozinhar também. Não é uma obrigação mas você se sente menos invasivo mimando seu host. Também é bom não ser espaçoso e anti social!

Primeiro dia, já cheguei e achei as pessoas no aeroporto bem solicitas e já descobri que meu espanhol tava beeem fraco haha. Peguei um ônibus e já era tudo diferente: as pessoas “falando cantando”, o ônibus tinha uma luz negra e o motorista tinha colocado uma rádio de rock pesado/glam rock, tava bem irado! Haha. Meu host estava na varanda me olhando chegar. Ele mora num sobrado (com terraço!) com mais quatro pessoas (e eventualmente duas crianças!). Todos alegres, falantes e acolhedores, imediatamente me senti em casa apesar de estar muito tímida! E pra minha surpresa, Lui (meu host) me mostrou onde seria meu quarto: tinha um trapézio e tecido pendurados! O pé direito da casa é alto, daqueles casarões antigos do século passado. Eu iria dormir em um dos colchões que aparam a queda dos pouco habilidosos nas artes circenses. Que sonho!

Fomos ao mercado e já descobri que as coisas aqui são um pouco caras se comparadas ao Brasil. Em Montevideo, comida é cara até mesmo no mercado! Compramos algumas frutas e como sempre eu fui a louca exploradora de mercados haha (sério, adoro tentar ler rótulos em outra língua, ver o que as pessoas estão comprando, passear pelas sessões, não me julgue). Na sessão de bebidas, muitos vinhos! Mas acabamos comprando uma delicinha chamada GrappaMiel que parece uma cachaça com mel mas é menos forte. Na volta fizemos um social no terraço. Um dos meninos estava fazendo pizza caseira e o sabor que mais gostei foi a de cebola roxa com redução de vinho e um tiquinho de canela hmmm. Depois fomos para uma festa na rua e foi super divertido. Esse é um super pro de fazer couchsurfing: descobrir a cultura local, pegar dicas com locais etc. Mesmo que seu host não tenha tempo de sair com você, pegue dicas, pergunte sobre a vida del@ e com certeza irá se surpreender.

No dia seguinte (sábado) fiz um walking tour. Sempre que viajo tento fazer um tour desses porque:

  1. É barato (você geralmente paga uma gorjeta, mas é bem mais barato que tours privados);
  2. Você passar na frente de vários pontos turísticos e ouve falar sobre a história do lugar;
  3. Se tiver tempo, nos dias seguintes você para com calma nos lugares que mais gostou durante o tour;
  4. Você conhece outros viajantes;
  5. Durante as caminhadas ou no final do tour, pergunte tudo que quiser e puder ao guia. Com certeza el@ irá dar várias dicas úteis para turistas ou mesmo descontos para restaurante, balada ou outros.

O dia estava mega cinza mas tour foi bom. O “ruim” é que Montevideo é uma cidade tranquila DEMAIS e em dias nublados as pessoas locais não saem muito. Vi apenas alguns locais passeando com cachorros e turistas. A cidade é muito espalhada então venha de tênis bem confortável e o fôlego em dia. Na volta para a casa do Lui relaxei um pouco e descansei (as pessoas aqui saem muito tarde, tipo 2h!) e de noite fomos para um aniversário de uma amiga e uma balada (que eles chamam de boliche haha imagina minha cara quando ele me chamou pra ir pro boliche sábado de noite!). Na festa foi engraçado demais porque ninguém me entendia e nessas horas você percebe mais uma vez que seu espanhol é muito ruim. A balada eu achei beem top mas não sei se é o normal aqui pois era tipo uma calourada de uma escola de artes com eletrônico, projeções e uma galera alternativa. Ah, meu drink preferido até agora é fermet com coca-cola!