Lux Hominis

Cael | episódio 2


episódio anterior

Estamos no ano de 247 d.gb. Bom, nasci no ano 200 d.gb., mas não era o mesmo ano para Dr. Alc. Ele dizia com sua voz velha: -Vocês contam o ano a partir da guerra, eu conto a partir da visita dele em nosso planeta.

E ficava com aqueles olhos arregalados distante como se estivesse sonhando.

Yhomé dizia que era perda de tempo, pois o velho está gaga.

O Doutor protestou bastante exaltado dizendo: — Vocês esqueceram… não fazem nem 100 séculos que ele esteve em nosso planeta. Já nem lembram que estão numa prisão… tiveram filhos e filhos e vivem aqui como se aqui fosse a única coisa que existe.

Yhomé em resposta perguntava: -E o que senhor faz aqui? Está preso também?

E Dr. Alc com um riso curto respondeu: -Eu estou livre, logo não estarei aqui neste planeta, pois nunca fui daqui…

Nós ficamos confusos e perguntamos se ele era algum tipo de alienígena e ele apenas dizia: -Vocês é quem dizem…

Bom, resolvemos focar e perguntamos o que era aquela inscrição El. Mas ele não confiava na gente e não sabia se poderia contar.

Fizemos ofertas, mas nada o interessava.


Até que fomos atacados por algo de cima, mas não identificamos, nem todos éramos armados, apenas Rouca e Bêni. Mas não conseguíamos ver o inimigo. O Doutor disse para entrarmos, porque logo eles seriam derrotados, pois eram em menor número. Mas derrotados por quem? Após alguns sons percebemos que realmente foram derrotados. Quando saímos lá fora vimos algumas armas estranhas no chão, alguns pequenos transportes aéreos no chão, mas não houve tempo de tocar neles, desapareceram simplesmente. A sensação era de estar debaixo do sol observando quando gradativamente uma nuvem escuresse a visão.


Bom, nos anos 40 d.gb os teletransportes eram usados por alguns militares ou inteligências governamentais. Imaginamos que poderia ser alguma dessas organizações e nos questionamos um tempo no porque de nos atacar. Éramos apenas arqueólogos.

-Vocês não sabem mesmo o que estão procurando, não é? — Dizia o doutor vasculhando com seus olhos e cabeça algo nos céus da janela de sua casa.

Eu disse para ele nos contar o que estava acontecendo, mas ele dizia: -Não há o que saber. Os últimos já foram daqui, eu ainda estou aqui por um propósito desconhecido. Espere…

E foi aí que ele começou a falar com ele mesmo: -O que? Todos eles? …hm… entendo.. como assim não posso saber qual deles são?… Então devo falar?… Tudo? … Como assim tudo que eu conseguir.. eu me lembro de quase tudo… mas…não entendo…

Rouca me perguntou: -João, veja se ele está bem. — Yhomé já cortou dizendo: -Ele é louco, vamos embora daqui.

-João? Este nome é muito antigo… há tempos não ouço um nome como esse…

-Doutor, o que você quer dizer? Com quem você está falando? — perguntei a ele, mas ele me disse:

-Não sei o quanto devo lhes dizer… — Foi aí que escutamos uma outra voz dizendo:

-Adauto, já disse para contar tudo desde o início. Alguns deles são de lá.

E todos assustados se perguntavam quem dizia aquelas palavras. E Dr. Alc disse:
-O que você está fazendo?


E em meio a uma rápida luz vimos alguém se materializar naquela sala e nos olhar com um olhar diferente, algo que nos arrepiava.

-Levem o Dr. Adauto com vocês agora. Antes que sejam perseguidos.

-Quem é você? -Yhomé perguntava assutado.

-Você carrega a dúvida de seu nome. Não importa quem sou. Importa é que vocês se lembrem quem são vocês.

Neste momento ele simplesmente desapareceu. E me perguntava se Adauto é o nome real do Dr. Alc.

-O que vocês estão esperando, me ajudem a fazer as malas! — dizia Dr. Alc.


continua…
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