Bicicletário desativado em SP

Bicicletários públicos tem que ter operadores locais.

Agora são os bicicletários públicos de Curitiba que serão fechados, as justificativas são as mesmas, por parte dos “empresários” falta de apoio publico para expansão ou manutenção do sistema; para o governo, questões jurídicas acertadas no momento da licitação que não podem ser alteradas.

Longe de querer ser um especialista na questão público-privado, no Brasil sempre colocado em xeque no âmbito das municipalidades, mas convenhamos, nem quem se relaciona com grandes empresas do setor estão livres dos altos e baixos de qualquer setor em desenvolvimento.

Muitos aprendizes a empreendedor ou mesmo ativistas se veem tentados a iniciar empreitadas diante da sedução e flerte com o poder público, esse que não deve e nem pode garantir sucesso no empreendimento privado que se quer incentivar.

A quem culpe o poder público e quem culpe o empresário pelo fim da iniciativa, os dois lados são bons em fazer propaganda positiva no início da prática ou dos objetivos que querem alcançar, mais poucos simpáticos em dar transparência do modelo adotado no início da parceria.

Talvez, apenas um talvez, por não ser especialista nem em mobilidade ou mesmo em parceria público-privado, seria melhor adotar o modelo de capacitação de grupos, pessoas ou até associações para operar e gerir o sistema de forma local.

Alguns “ativistas” da bike que se metem a operar esses recursos são megalomaníacos e esse tipo de negócio no Brasil nunca deixará ninguém rico como eles pensam.

O modelo por cooperativa local ou microrregional com capacitação dessas pessoas, seria uma maneira de fomentar empreendedores locais com a clareza das limitações de crescimento do negócio e não permitindo uma rede formada por uma única empresa ou consórcio, protegendo assim o sistema.

A forma oferecida, até hoje , por esse serviço no Brasil deixará a modalidade sempre na dúvida da plena capacidade para se firmar como opção de transporte, seria melhor manter pequenos núcleos, sem grandes ambições, cada um em sua localidade, do que permitir megalomânicos querendo expansão de seus bolsos ao invés de ampliar a mobilidade por bicicletas.