Retorno na ciclovia que não traz segurança pra ninguém!

Retorno pra carros e zig-zag pra ciclistas

Ontem eu fui dá um role de onibus em SP, como sempre, fico esperançoso ao notar o visível aumento de usuário da bicicleta como meio de transporte durante a semana.

Muitos locais que não tem ciclovias passaram a ser muito usado pois levam até alguma ciclovia descontinuada, pela falta de coragem dos técnicos em seguranças da CET para enfrentar o dilema:

“incluir de fato bicicleta no viário ou colocar onde sobra espaço!”

Pensando nisso e depois de muito ouvir as reclamações do professor Odin Zuge da ciclovia da Av. Engenheiro Caetano Alvares, decidi fazer coro a ele e passei a notar mais de perto seu incomodo.

Motorista não verá o ciclista que vem a sua esquerda e passará a sua frente

Esse tipo retorno em muitas avenidas, nem protegem o ciclista e além de o colocar em risco.

A sinalização para “dar a preferencia” poderia facilmente está na via de rolamento, onde o ciclista seguiria, pois na maioria das vezes existe a negociação, por sinais visuais, seja de seta ou olhar, isso deixa muito mais dinâmica a ação para qualquer um dos condutores, com a prioridade para o não motorizado.

Antes de fazer coro a essa reclamação, eu passei muitas vezes nos locais onde existe esse modelo, até que na Av. Koshun Takara foi feito a ciclovia de forma diferente, o que melhora em muito os deslocamentos.

Ciclovia segue direto com sinalização bem visível

Em outro trecho da Koshun Takara tem um retorno a moda arcaica, assim como todos os retorno na Av. Engenheiro Caetano Alvares, onde raramente ciclistas fazem da maneira planejada pela CET e sim pela forma ideal de aproveitamento da energia humana, pois já perceberam que, quando mantém a trajetória é muito mais seguro e não ficando locais cultualmente não observado pelo motorista, o lado oposto da via de mão unica.

A principio parecia ser uma solução acertada, colocar o ciclista para seguir o fluxo do carros que vão fazer o retorno, isso poderia colocar mais pessoas para pedalar.

Mas o que passei a observar foi que poucas pessoas novas no modal, vão se sentir seguras de pedalar em faixas feitas próximo ao canteiro central, onde veículos constantemente estão acima da velocidade permitida. Logo fui percebendo que a ideia era acertada, mas em outros tipos de viários, não em onde não são totalmente segregadas, pois quem ali mais vai pedalar já tem outra tolerância ao risco e sempre vai preferir o menor esforço, isso é seguir em frente.

Que a CET nos ouça, que nossos apelos sejam atendidos e que se modifique a maior parte desses retorno, pois ao invés de ajudar na cultura podem dificultar a longo prazo o entendimento de motoristas que nunca vão pensar no modal com respeito e sim como um problema.