Sobre periferia, pesquisa, mobilidade e cartilha.

Jd. Damasceno 8h da manhã, numa quinta feira. Pai leva filho para a creche!

Periferia é um estado de espirito, uma maneira de ver o mundo, as politicas públicas devem traduzir isso pra sociedade.

Periferia já foi um local no espaço, já foi medida pelos bens que as pessoas possuíam, mas hoje ela vive dentro das pessoas e não depende de onde elas estão, e sim da percepção delas pelo que lhe falta e lhes são negados por motivos impostos pelos que já possuem muito.

CicloZn + Ciclocidade entregam coletes na Zona Norte de SP

Vivenciar as suas sombras requer muita sensibilidade, muita gente acredita ter deixado de ser “periférico”, criando para si um mundo paralelo, que o distanciam de necessidades ja superadas.

Pedalar na periferia é buscar o nirvana, é transformar o sofrimento em aprendizado pra não interromper a vida. Querer ser feliz aqui e agora é o que move multidões que não querem perder esse espírito mas sim transformar sua volta.

A bicicleta grita ao revolucionário das periferia: “me mandaram de volta pra vc cumprir sua missao” — Na periferia o gigante nunca dormiu, a diferença é só para a imprensa, que acha que os que acordaram em 2013, mesmo que sonolentos, tem mais agilidade do que nós que ja levantamos e servimos o seu café.

#CicloviaNaPeriferia

Muito de nós se vende, muito de nós prefere sentir a dor dos tombos, usam a humilhação das regras pra nos manter nos guetos, esse é o problema da dor ela precisa ser sentida e poucos tem essa sensibilidade de querer fazer história a fazer castelos. O mundo a de separar quem tem preço de quem tem valor.

A semana da mobilidade esta chegando ao fim, varias cidades tiveram muitas atividades e aqui em SP, duas pesquisas revelaram o que ativistas ja sabiam sobre a mobilidade, mas quem nos ouve? Bom mesmo é quando teóricos fazem seus ensaios.

Pequisa da rede nossa SP mostra que o tempo médio de deslocamento supera 2 horas e meia, isso é o mesmo que dizer:

“você é pobre e vai continuar assim”

pois o tempo para conviver com sua família, estudar, viajar ou se divertir foi perdido em seus deslocamentos.

Pesquisa da Ciclocidade mostra que a maioria dos que pedalam usam a bicicleta pelo menos 5 dias por semana e em distancias superiores a 5km.
Para não ficar de fora do momento o Ministério das Cidades, capitaneado por Gilberto Kassab, decide no Dia Mundial Sem Carro, lançar uma cartilha aos “ciclistas”. O que tenho a dizer é o seguinte:

Fazer cartilha direcionada pra um dos elos mais fraco na mobilidade humana, é como dizer que a mulher que deve se comportar para não ser estuprada, dizer como ela deve se portar nas ruas pra não ser desrespeitada, é tentar educar a vitima e não o agressor.

Ta na hora de construirmos um consenso pela proteção da vida e para isso a mobilidade urbana tem papel importante!

A sociedade não precisa mais de acordos ou regras de convivência, é preciso garantir que todos sairão pela manhã e voltarão sãos e salvos no final do dia para suas casas.

Ação do Movimento na av. Sumaré em SP
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