30 Startup Weekends depois...

Na minha trajetória, enquanto empreendia, participei de contados 30 Startup Weekends (SW) em diferentes posições, desde o meu primeiro em 2014. Mesmo assim cada um é diferente e ainda com o mesmo brilho no olho.
O Startup Weekend é um evento totalmente voluntário, desde a organização, mentores e facilitadores. Feito da comunidade para a comunidade de empreendedorismo. Você chega numa sexta-feira com uma ideia apenas e sai no domingo com uma startup em estágio inicial, além de uma experiência incrível que irá impactar sua vida.
Apesar de ser um evento para criar startups, o real foco está na jornada de aprendizado e desenvolvimento empreendedor. Se o objetivo fosse realmente criar startups de sucesso estaríamos falhando miseravelmente, já que a taxa de sobrevivência de startups na segunda-feira é de 12%, mas isso não é um problema para nós.
Em mais de 150 países além de aproximadamente 2.900 eventos pelo mundo a fora, o SW está presente em mais lugares no mundo que o Starbucks
Eu já empreendia quando conheci o evento, que curiosamente descobri através do livro, diferente da maioria que descobre pela internet. Participei do SW Edu Rio em 2014, focado em educação, onde conheci o Bernard De Luna e criamos a 3days junto com uma equipe que totalizava 9 pessoas. Dessa equipe ficamos apenas nós dois e depois tivemos a adição do Giovanni Keppelen onde mais tarde criaríamos a bunee.io, tendo uma bela trajetória até o seu fechamento há pouco mais de 1 ano atrás.
Resumindo, o SW foi responsável por uma mudança significativa na minha vida. Não é a toa que em todo evento que sou convidado, me lembro do impacto que teve na minha vida e me dá energia só de pensar que eu poderia proporcionar o mesmo para outra pessoa.
Em números de Startup Weekends que participei:
- 1 como Participante
- 2 como Organizador
- 4 como Staff (auxiliando na organização)
- 9 como Mentor
- 14 como Facilitador
- 20 cidades, 6 estados e em 11 verticais diferentes!
Como eu sei disso tudo? Eu tenho uma planilha que montei e faço o controle!

Meu foco nesse artigo será do meu aprendizado sobre o evento em si, mas que é claro pode ser levado ao dia-a-dia de qualquer profissional. Por isso dividi o meu aprendizado em 4 partes: Participante, Organizador, Mentor e Facilitador.
Cada experiência é completamente diferente e me gerou aprendizados únicos, que me auxiliaram na minha vida profissional.
Como Participante:
Como participante aprendi que conseguia fazer muito mais do que imaginava num curto período de tempo. E olha que não eu nunca fui uma pessoa parada no espaço-tempo. Aprendi e escutei muito sobre negócios, escalabilidade, divisão de tarefas e muito mais.
O mais engraçado é que fui como designer no evento e acabei participando pouco de algumas tomadas de decisão sobre o negócio em si, embora me engajasse em discussões pontuais. Após o evento quando decidimos tocar a startup eu fui um dos primeiros a encabeçar e pouco fiz da área de design.
1 - Escuta Ativa.
Quando começamos um projeto é muito comum ficar super animado e sair executando logo de cara, sem pensar muito. Principalmente no início quando temos pouca experiência isso pode ser muito perigoso.
É super importante escutar orientações de pessoas que tem mais experiências e não somente estar lá. Com o passar do tempo fui percebendo que todos os caminhos das pedras são falados na Sexta-feira do evento, mas pela agitação e animação como participante você acaba não dando tanto ouvidos.
Escute principalmente nos momentos iniciais, onde se fala muito de validação. Escute realmente o facilitador, os mentores, a organização mas principalmente o cliente. Se você que é o “dono” da ideia não conseguir realmente invalidar sua hipótese, dificilmente o mercado conseguirá. Isso te poupará muito tempo.
2 - Trabalho em equipe.
Sei que isso pode ser clichê, mas é total verdade. Saiba trabalhar com sua equipe em momentos bons e principalmente nos momentos ruins onde você adoraria socar o coleguinha.
Ataque ideias e não pessoas. Saiba a hora de discutir e a hora de seguir em frente, baixando o ego e olhando para dados em prol da jornada. Viva o máximo a experiência. No meu caso, eu sabia que a melhor maneira de ser aproveitado no time era focando em boa parte no Design, assim o fiz.
Existem momentos que a produtividade exige divisão de tarefas e com muito pouco tempo para executar, saiba respeitar a autonomia e decisões da sua equipe. Você não precisa participar de todas as decisões e nesse ponto também não existe CEO de porra nenhuma.
3 - Escute os Mentores que você não quer escutar.
Gustavo Mota e Marcelo Macedo essa é uma singela homenagem a vocês.
Vocês foram os mentores que mais me marcaram no SW, saibam que vocês tem responsabilidade por eu estar por aqui hoje, então terão que me aguentar muito mais ainda.
Os dois foram os que mais tive vontade de socar a cara durante as mentorias! Mas tudo o que falavam incomodava, tudo o que falavam nos desafiava. Sou muito grato a isso, foi super importante para o nosso crescimento.
Se alguém fala alguma coisa que dói em você, com certeza atingiu um ponto frágil. Quer dizer que a pessoa está certa sobre aquilo está falando? Não necessariamente! Mas com certeza é algo que você deve prestar muita atenção, observar, avaliar e melhorar.
Geralmente os mentores que mais te provocam são os que mais querem te ver dar certo. Os dois foram os primeiros a abrir as portas de suas empresas para testarmos a 3days depois que terminamos o Startup Weekend, isso foi muito importante para nossa história. Obrigado por terem nos provocado ❤
4 - Nem sempre vamos ganhar, mas seremos todos vencedores.
Não ganhamos o Startup Weekend. Fiquei decepcionado? Estaria mentindo se dissesse que não me importei de não ganhar alguma posição entre as 3 primeiras colocações. Fizemos um grande trabalho no final de semana e mesmo assim não ganhamos. Depois de 5 minutos havia esquecido que não tinhamos ganhado e estava super feliz pelo final de semana fantástico e cheio de aprendizados que havia vivido.
Isso me ensinou a não buscar tanto o reconhecimento externo, o que importa é que tínhamos validado e criado um negócio. Tanto que resolvemos continuar com a startup e participamos de uma pré-aceleração, pivotamos, recebemos investimento e depois fomos para um aceleradora.
Claro que a empresa original sofreu uma enorme mudança, mas o SW foi o pontapé para isso acontecer. Resultado: saí vencedor pelo rico aprendizado oportunizado pelo SW. (PS: piada interna detected)
Como Organizador/Staff:
5 - Equipe Organizadora.
Monte um time ponta firme, com habilidades diversas e se organizam para que não sobrecarregue ninguém. Como é um trabalho voluntário e necessita de pelo menos uma preparação de 3 meses para acontecer, planeje muito bem para que não afete o seu trabalho e sua vida pessoal.
Quando fui o main organizer do Startup Weekend Olympics em 2015 (única vertical do mundo focada nas olimpíadas), fiquei extremamente sobrecarregado e afetou muito meu trabalho.
Conseguimos fazer uma entrega incrível, mas ainda assim sofremos em alguns pontos como dificuldade na venda de ingressos por termos poucas pessoas na organização e muitas tarefas a serem realizadas. Isso resultou num evento pequeno ainda pela dificuldade de ser uma vertical completamente nova, sem contar que topamos a loucura de organizar em menos de 2 meses com uma grande parceria com a Coca-Cola que era patrocinadora das Olímpiadas em 2016 no Rio.
Mesmo assim conseguimos causar impacto maravilhoso aos participantes. Levamos mentores olímpicos como Nalbert e Daniele Hypólito, que puderam compartilhar sua experiência.
6 - Esteja disposto a ajudar no que for preciso.
Fui staff em muitas edições somente auxiliando como fotógrafo, o que levou a me envolver bastante com a comunidade. Só de estar num ambiente diferenciado e poder conversar com a organização e mentores nos horários vagos, já me sentia realizado.
Esse para mim foi o real Give First que tanto se fala. Estar disposto a ajudar nem que seja somente para carregar água ou limpar o espaço. Era realmente divertido mesmo que fosse muito trabalho, o importante é ajudar com o que você pode e se divertir no processo.
Esse processo de ajudar sem esperar retorno, abriu o olho da comunidade pelas conversas e trocas de experiência e depois disso comecei a ser convidado como Mentor.
7 - Utilize o conhecimento e ferramentas já existentes.
Pode parecer bobo, mas existem muitas ferramentas e conhecimentos já existentes que a Techstars fornece para a organização e mesmo assim muitas organizações não dão o valor ou nem veem.
Isso ajudou bastante na segunda organização que participei do Startup Weekend Resende em que o querido Plínio Chaves foi o main organizer e me chamou para ajudar, onde cuidei mais de artes e mídias sociais e alguns outros pontos. Utilizamos muitas coisas já existentes de outras organizações sem contar o aprendizado adquirido da equipe. Precisei sim virar algumas noites, mas já estava mais acostumado ao ritmo e sabia do que era necessário para fazer o evento virar. Essa experiência prévia foi essencial para o evento dar certo.
8 - Apoio da Comunidade e do Facilitador no pré-evento.
Envolva ao máximo a sua comunidade no pré, durante e pós evento. Isso ajudará muito no sucesso do evento e na continuidade da Comunidade. Isso não significa somente com patrocínio no caso da Comunidade, mas empresas podem ser ativadas para vendas de ingresso com desconto, apoios, permutas, braço ou o que for necessário. Não hesite em pedir ajuda, a comunidade é uma questão de sobrevicência.
Já vi em muitos eventos, mentores e empresas locais ajudarem muito na venda de ingressos, com contatos e indicação de pessoas para ajudar no dia do evento. Repito, não tenha medo de dizer que precisa de ajuda. Se você não pedir ninguém irá descobrir com uma bola de cristal…
Conte com a experiência prévia do Facilitador no pré-evento para auxiliar. Muitas vezes o Facilitador é mal interpretado como a pessoa chata que chega querendo sentar na janela, mas o papel dele é justamente garantir que o evento entregue a melhor experiência possível. Tenho certeza que ele irá ajudar o máximo que puder para que a experiência do evento seja incrível. Muitas vezes funcionará como um mentor para te provocar e desafiar, esse é o papel dele.
Mesmo que algumas vezes seja desconfortável, compartilhe e seja transparente, mesmo que ele esteja fazendo o papel de “chato” ele está do seu lado e principalmente da comunidade.
Como Mentor:
9 - A Arte de Perguntar.
O bom mentor é um exímio provocador. A melhor maneira de provocar é fazer as perguntas difíceis, para isso é preciso escutar ativamente. É preciso escutar a maior parte do tempo e falar pouco.
Utilizar técnicas como os “5 porquês” e focar na pergunta “Qual o problema vocês querem resolver?” logo no início são uma ótima forma de chegar ao fundo da questão em si. Quando a equipe começa a avançar para a solução é que a experiência profissional do mentor faz muita diferença, por não existir uma fórmula mágica que resolve todos os problemas.
Uma das grandes tentações do mentor é a sua grande vontade de querer ajudar a equipe falando demais e assim dar todas as informações logo de cara, ao invés de deixar que os participantes percorram o seu próprio caminho e vivam a jornada.
Algumas vezes é preciso ser um pouco mais incisivo para reanimar a equipe quando a energia está baixa e propor decisões, mas é importante que o mentor apenas mostre o caminho e a equipe percorra. Caso contrário a equipe não dará o real valor do que estão vivendo. Isso faz parte do aprendizado do final de semana, na segunda-feira nenhum mentor estará trabalhando diariamente com a equipe caso decidam continuar.
Todas as decisões finais são da equipe, sempre.
10 - A boa comunicação.
É muito importante que o mentor tenha uma comunicação clara com os participantes, também com os outros mentores e o Facilitador. Dessa maneira irão conseguir fazer com que as equipes percorram um caminho mais claro mesmo que aconteçam ideias divergentes entre o time de mentores.
Ideias divergentes na equipe de mentores são produtivas mas em um determinado momento isso atrapalha muito as equipes, por já terem passando do momento de divergência e estarem entrando em um momento de convergência. Por isso é importante que os mentores conversem entre si sobre qual direcionamento estão dando para as equipes, isso na maioria das vezes é um ótimo exercício de aprendizado para os próprios mentores.
É importante comunicar o Facilitador sobre problemas de equipes, desmotivação, participantes que tomam conta da equipe ou até mesmo sobre ideias muito divergentes de outros mentores. Isso deixará ele fazer o trabalho dele enquanto o mentor pode continuar ajudando as equipes a evoluírem.
11 - Não existe validação de problema com dois segmentos.
Acredito que esse tenha sido um dos melhores insights que já tive como mentor durante um Startup Weekend.
É muito comum ver equipes começando com ideias de marketplaces onde existem dois segmentos de clientes, nesse momento a maioria dos mentores adverte que é o dobro de trabalho por precisar validar os dois.
A verdade é que marketplace é solução e não problema, por isso se você já assume que precisa validar com dois segmentos está cortando seu potencial de inovação na solução, por já estar enviesando uma solução.
Na minha visão o correto seria: entender que a ideia inicial é um marketplace e esquecer isso, entender qual dos dois públicos iniciais poderia ter a maior dor ou problema de mercado e partir para validar somente esse lado de forma bem exploratória.
Quem disse que a solução precisa ser necessariamente um marketplace ou envolver conexão entre dois segmentos?
No processo de descoberta pode ser encontrada uma série de problemas ou sintomas que apontem para outro caminho. Depois que o lado com maior dor estiver validado é necessário analisar a melhor solução para resolver esse problema. Caso seja realmente um marketplace a melhor opção, geralmente o lado com menos barreira ou dor de mercado pode ser validado direto na parte validação da solução, por geralmente ser entendido como oportunidade.
Ex: GetNinjas
- Maior dor ou maior barreira (de onde vem o dinheiro): Pessoas que precisam de serviços confiáveis e teriam que pagar por isso.
- Oportunidade (melhoria, para onde vai o dinheiro): Prestadores de serviços que podem ganhar mais dinheiro e serem mais reconhecidos.
Geralmente a maior barreira está em quem paga o serviço, por indicar um comportamento de consumo muitas vezes não comum e isso precisa ser bem validado para que sua startup não acabe sem dinheiro.
É muito mais difícil fazer com que alguém tire dinheiro do seu bolso do que falar que vai colocar dinheiro no bolso de alguém…
Como Facilitador:
12 — Você não é a estrela do evento, faça parte da constelação.
Por mais que o Facilitador esteja conduzindo o evento e seja a autoridade máxima em sentido de liderança, ele deve conduzir sempre como um maestro. Não necessariamente fazendo, mas sim indicando os caminhos, isso porque é extremamente difícil fazer um evento com 100 pessoas acontecer.
Devido a isso, pode parecer (e as vezes acontece) que o Facilitador assuma um papel de “chefe” e autoritário para que tudo aconteça à sua maneira por ser a melhor que existe ou a que lhe deixa mais confortável, isso na maioria das vezes não é bom e gera muitos atritos por vezes desnecessários.
Envolver o time de organização e mentores para dar liberdade para tomadas de decisão que sejam de sua autonomia é essencial, essa é a melhor maneira de contagiar a todos no evento. Todos se sentem pertencentes e donos do evento, cada um a sua maneira e em sua area.
Estar no palco ou em evidência não significa que você é a única estrela do evento, o SW é sobre comunidade. Confie em todos da equipe, isso também faz parte do aprendizado.
12 — Bom humor e movimento é essencial.
Pode parecer que o Facilitador é sempre a pessoa mais descontraída do evento, sempre colocando todos para frente e para cima. Na maioria das vezes, esse é o papel mais estressante de todos por toda a responsabilidade do evento estar em suas costas.
O bom humor é simplesmente uma técnica aprendida por nós para aliviar a tensão de todos no evento e isso começa a contagiar, mas isso não significa que estejamos tranquilos. Conseguir manter a energia do evento alta, exige um pico de energia do facilitador extrema para que flua.
Uma das coisas que aprendi nas artes marciais é: fazer movimentos com o meu corpo para que ele se mantenha ativo e impacte minha mente. Por isso estou sempre tentando me movimentar, dançar, brincar e fazer algumas loucuras durante o evento de maneira que não atrapalhe o andamento e trabalho dos participantes.
Existe uma linha tênue entre descontração e bagunça, é importante não perder o foco do objetivo final que é o trabalho e andamento das equipes. Por vezes neguei fazer interações ou dinâmicas que poderiam ser muito divertidas mas que iriam atrapalhar o andamento das equipes.
13 — Crie um ambiente Caótico Controlado.
O mundo real é caótico e orgânico, porque um SW deveria ser diferente?
O mercado e a vida real são muito mais duros do que o SW, sem dúvida. Por isso sempre falo de criar um ambiente com um caos controlado, sem dar muitas direções e deixar que os participantes tomem a iniciativa para fazer a sua empresa dar certo.
Fazer com que o participante assuma as responsabilidades e tome a iniciativa, independente de qual seja, é o meu principal objetivo durante o evento. É muito mais fácil conduzir alguém que já está em movimento do que tirar alguém da inércia.
Por isso o ambiente caótico controlado, por mais que pareça um paradoxo faz muito sentido. Criar uma desorganização mental, onde não se sabe exatamente qual é o próximo passo, que fica delimitada a um ambiente onde há pouco controle mas com segurança para erro entre as partes tem com resultado um ambiente caótico controlado.
Isso é importantíssimo para que as pessoas entendam que é necessário se arriscar para empreender, claro que é necessário saber o impacto desse risco. Porém no início precisamos de um pontapé para nos colocar em ação, para isso utilizo algumas ferramentas (como o zero to hero), somente para dar um norte. Insiro esses elementos de maneira muito orgânica, sem apresentar para todos os participantes no palco por exemplo, ou mostrar com detalhes qual é a jornada que vão viver. Quando se empreende no mundo real ninguém faz isso com você e nem mesmo seria possível.
Já recebi feedbacks positivos e negativos sobre isso, resolvi continuar a fazer dessa maneira por ser o que aprendi de empreendedorismo e pela mensagem que quero passar para os participantes.
14 — Se divirta mais que tudo e faça enquanto te der ROI.
É importantíssimo se divertir no processo, senão não vale o estresse. É um final de semana fora de casa onde você poderia estar fazendo qualquer outra coisa, por isso se for para fazer de cara emburrada é melhor nem fazer.
Sempre me divirto no processo e me sinto muitas vezes renovado, mesmo que cansado no final. O sentimento de realização e o simples agradecer dos participantes ao final do evento ou mensagens no instagram, linkedin, encontros com os participantes em eventos ou até mesmo em bares e baladas e uma breve conversa com eles já me dá o Retorno sobre Investimento do meu tempo e dedicação, me lembro sempre o quanto o SW é uma parte importante da minha vida e fico feliz de poder proporcionar isso a outras pessoas mesmo que por breves momentos da minha percepção.
Continuarei fazendo até o momento que perceber que essa dedicação de um final de semana inteiro começar a ser mais custosa, ou que consigo dedicar meu tempo a outras coisas de melhor maneira que trarão mais impacto.
No fim, tudo é sobre ROI, por mais que seja ROI pessoal ou emocional.
Once blackjack, always blackjack. 3bjs.
Se você esteve em um SW comigo e leu até aqui, comente aqui ou até mesmo me mande uma mensagem no privado no insta @ian_romano contando o que você achou e uma lembrança desse momento e se você realmente ficou impactado no SW que estive pode deixar uma recomendação no meu linkedin ❤
