Peculiaridades da marcação individual — algumas coisas precisam ser esclarecidas

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A motivação para este texto, e análise, passa diretamente por algumas declarações de analistas esportivos Brasil à fora e, consequentemente, críticas feitas a Cuca, atual treinador do Palmeiras.

Muitos encaram o modelo de marcação do treinador como individual. O que, para o Olhar Tático, é equívoco. Talvez por falta de parâmetros, a análise tenha chegado a esta conclusão, mas o que Cuca e seu Palmeiras fazem é encaixe individual.

Embora o sistema possa ser mudado por ele, como em alguns jogos, para facilitar os encontros de seus jogadores com os oponentes dentro de campo, algumas características na execução do modelo de marcação não caracterizam como individual pura.

Basta comparar vídeos-análises e jogos do Palmeiras — ou qualquer outra equipe comandada por Cuca — com algumas referências da marcação individual no Brasil: Francisco Diá, atual técnico do Sampaio Corrêa/MA (e analisado no vídeo a seguir) e Itamar Schulle, campeão paranaense 2015 com o Operário, e recém contratado pelo ABC/RN após ser demitido no Botafogo/PB.

Existem MUITAS diferenças. Desde os alongamentos das perseguições, até as orientações em campo.

Flagrante dos encaixes e perseguições do Botafogo/PB de Itamar Schulle. Plínio, zagueiro, passando da linha dos volantes e do meio-campo é um retrato do modelo puro de marcação individual pedido pelo treinador. (Foto: montagem Olhar Tático)
A presença da sobra, solitária muitas vezes, é característica principal da marcação individual. (Foto: montagem Olhar Tático)

Ainda que as perseguições no Palmeiras possam se alongar, existem predefinições na execução. Diferente dos flagrantes acima, os jogadores de Cuca, embora quebrem linha com frequência, não ultrapassam tanto os setores. Existem trocas frequentes e algumas coberturas.

Sendo assim, sintetizando: os jogadores perseguem no setor da bola para tirar o espaço do oponente — impedindo algum giro de corpo ou sequência de jogada mais “limpa” — mas se o lance é invertido, o atleta que perseguiu retoma sua posição original.

Na marcação individual pura, a perseguição e o encaixe são mais predominantes, e trocas de marcação são raras e somente circunstanciais; como mostra o vídeo sobre o Sampaio Corrêa do técnico Francisco Diá, líder do Grupo A da Série C:

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