Tempo



Me castiga, o tempo.

Não aquele do qual desfruto,
Que não me furto
Do qual me farto
Do qual me trato

Mas o tempo que passa
Por distração, por agonia
Por preciosismo,
Que ironia.

Minutos, nuances de um nada
Segundos, lances vazios
Vida sub-aproveitada

A barba que cresce
A sujeira que se acumula
A data que já passou

Às vezes,
Até a minha culpa chega atrasada.