Como o filho de um Terrorista escolheu a paz

Seu pai foi o autor de alguns atentados nos Estados Unidos da América na década de 90. Talvez o maior deles contra o World Trade Center, antes do 11 de setembro.

Eu nunca tinha parado para pensar como seria a vida do filho de um terrorista caso ele não quisesse ser mais a seguir essa linha de ódio e destruição. Seria ele capaz de ter uma vida normal?

Bem, assista o vídeo abaixo e talvez esses sejam os 9 minutos mais bem utilizados de suas últimas semanas.

Zak Ebrahim: Como o filho de um Terrorista escolheu a paz

https://www.youtube.com/watch?v=rGwrdCdQwMI

E o que isso tem a ver com nossas vidas?

Talvez você esteja se perguntando isso — se é que tenha visto mesmo o vídeo — e talvez você esteja pensando o quão hipócrita eu sou apenas por não ser o filho de um terrorista — pelo menos não que você saiba. 
A grande verdade é que um vídeo como esses pode nos trazer uma reflexão importante sobre paradigmas e preconceito.

Eu cresci em uma família extremamente preconceituosa. Falar sobre nordestinos, homossexuais e negros em minha família, sempre teve uma conotação pejorativa, e talvez tenha sido esse o motivo que me fizeram questionar seu eu deveria pensar e agir da mesma forma. Ao longo de nossa infância temos poucas referências sobre diferentes opiniões e visões do mundo. Nossos pais e parentes mais próximos são o exemplo que tomamos de perfeição, logo é sempre muito conflitante quando você cresce e começa a não entender porque o mundo é tão diferente da visão que sua família — criada nos anos 50 — possuem do restante da humanidade.

Então você é o novo da turma em uma cidade do interior e o seu melhor amigo é um negro. Você não entende como uma pessoa pode ser tão amável, inteligente e amiga. Você começa a questionar o mundo, e, então, você percebe que seus pais; seus exemplos; estavam errados.

O filho de um terrorista é, também, um terrorista?

Para acabar com um círculo de ódio, basta quebrá-lo

Paradigmas existem para serem quebrados. O seu passado não precisa determinar o seu futuro. O comportamento que a sociedade espera que você tenha por ser branco, católico, negro, gay, judeu, petista, nordestino ou qualquer outro rótulo que possa vir agregado à sua cor, religião ou opção sexual não precisa determinar seu modo de pensar.

Zak Ebrahim escolheu a paz. Escolheu traçar o seu próprio caminho perante seu passado e suas influências. Cada um de nós tem sua própria história e seu próprio caminho a percorrer; porque deixar que outros façam isso por nós?

Abraços e boas escolhas!


Originally published at www.muchomacho.com.br on October 2, 2014.