A frieza das estatísticas

Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

No trimestre de fevereiro a abril, segundo o IBGE, o desemprego no país foi de 13,6%, em média. Em números absolutos são 14 milhões de desempregados. Segundo ainda o IBGE, o número de pessoas com trabalho foi de 89,2 milhões, uma queda de 1,5% em um ano, o que equivale a 1,4 milhão de pessoas.
Os dados sinalizam algumas preocupações:
Parte do desemprego é conjuntural em função da grande recessão econômica. Parte porém, é o que podemos chamar de desemprego estrutural, causado pela introdução de novas tecnologias ou de sistemas e processos voltados para a redução de custos.
Então podemos afirmar sem medo de errar que cerca de 20% dos 14 milhões desempregados não vão mais encontrar trabalho. As vagas deixadas não vão ser preenchidas.
Os responsáveis dessa tragédia podem ser: os robôs no processo de produção industrial; as caixas eletrônicas em agências bancárias; a informatização em empresas e órgãos públicos; a internet ocupando os serviços bancários; as compras online e outros serviços; a otimização do trabalho através de processos administrativos eficientes; a introdução de novas tecnologias que visam a substituição de mão de obra humana por computadores e máquinas automatizadas, etc.