Agro é tech, agro é pop: engana que eu gosto.

“É a parte que te cabe neste latifúndio”!
O agronegócio quer mostrar sua cara humana, e desviar a atenção dos grandes desmatamentos e suas grilagens. Então o melhor é mostrar que “é tech, é pop” e que a tecnologia usada no campo abastece de alimento os grandes centros urbanos. Os grandes fazendeiros e latifundiários querem construir uma marca junto à população e criar empatia e confiança. Na verdade o agro é tech e aumenta a desigualdade na medida em que sufoca os pequenos, expulsa indígenas de suas terras, acaba com as florestas, abusa de agrotóxicos e produtos químicos, explora trabalhadores e detona recursos naturais.
Não é a grande agro indústria com sua tech que abastece os grandes centros brasileiros e sim os pequenos e médios produtores rurais. A mesa dos brasileiros é abastecida pelos pequenos agricultores pelo arroz que é colhido na região sul do país, pelo feijão que é colhido em Minas Gerais e no Centro-Oeste e pelas hortaliças de pequenos produtores rurais, muitos deles nos cinturões verdes próximos às grandes cidades.
O agronegócio só se preocupa com as exportações com a produção de soja, milho, café, álcool, algodão e carne. Para isso sempre têm à disposição a bancada ruralista no Congresso e crédito farto dos bancos públicos. Equivocadamente, o agronegócio diz matar a fome do mundo. É mais um equívoco, pois a fome se enfrenta com justiça social e não com armazéns abarrotados. Enfim, você sabia que o número de milionários do agronegócio aumentou cerca de 500% nos últimos dez anos? #brasilrebelde.