Em Pau D’Arco as semelhanças com Eldorado de Carajás

A chacina de dez posseiros na fazenda Santa Lúcia em Pau D’Arco, no sul do Pará, no último dia 24, por policiais civis e militares que cumpriam uma ordem de reintegração de posse é mais um capítulo da violência que os trabalhadores sem-terra enfrentam há tempos nos conflitos de terra no Brasil.
 A violência em Pau D’Arco, em 2017, guarda semelhanças com o massacre de Eldorado do Carajás, também no sul do estado, que ocorreu há 21 anos, quando dezenove sem-terra foram assassinados por policiais durante uma marcha em protesto pela demora na desapropriação de terra.
 Nos dois casos, a polícia assassinou trabalhadores a queima roupa e sob tortura ou violência desproporcional. Nos dois casos, um governador do PSDB estava no comando do Estado, chefiando a polícia: em 1996, Almir Gabriel; em 2017, Simão Jatene.
 Colniza (MT)
 A violência no campo tem assumido proporções assustadoras em 2017. No dia 19 de abril, em Colniza, Mato Grosso, 9 colonos, incluindo idosos e crianças foram assassinados por capangas ligados a extração ilegal de madeira na região.
 Em cinco meses, 36 pessoas foram assassinadas no campo segundo a Comissão da Pastoral da Terra. A violência nos primeiros meses do ano já é maior do que em todo o ano de 2014, por exemplo. O relatório “conflito no Campo 2016”, publicado anualmente em dia 17 de abril, data que marca o Massacre de Eldorado de Carajás, demostra que a violência tem alcançado números alarmantes nos últimos anos:
 2007: 28
 2008: 28
 2009: 26
 2010: 34
 2011: 29
 2012: 36
 2013: 34
 2014: 36
 2015: 50
 2016: 61

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